Cinco curiosidades sobre as eleições de 2026 na Amazônia Legal
As eleições de 2026 na Amazônia Legal apresentam particularidades que vão além do voto, como logística e horários diferenciados. Conheça cinco curiosidades sobre o processo eleitoral na região.

O Portal Amazônia procurou curiosidades sobre as eleições na região amazônica, com dados extraídos dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado. No dia 4 de outubro, mais de 158 milhões de eleitores brasileiros, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estarão aptos a votar para escolher deputados federais e estaduais, senadores, governadores e presidente da República.
Na Amazônia Legal, que abrange Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, quase 21 milhões de brasileiros irão exercer o direito ao voto. A região apresenta particularidades logísticas, como o uso dos rios como principais vias de transporte para levar as urnas eletrônicas a comunidades remotas, onde o acesso terrestre é limitado ou inexistente.
No Amazonas, cerca de 4 mil seções eleitorais dependem exclusivamente da navegação para receber os materiais eleitorais. Para chegar a locais como Tabatinga, no extremo oeste do estado, são necessários trajetos fluviais que podem durar até uma semana. No Pará, das 22.072 seções eleitorais, 1.691 são ribeirinhas, e 622 só podem ser acessadas por via fluvial. O transporte inclui urnas, cabines, baterias, cabos, sacolas e cadernos, exigindo planejamento, equipe técnica e aparato de segurança.
O horário de votação é unificado em todo o país com base na hora oficial de Brasília, mas alguns municípios do Amazonas e o estado do Acre possuem horários diferentes conforme seus fusos horários. O Acre tem duas horas a menos que Brasília, com votação das 6h às 15h, horário local. Onze municípios do sul do Amazonas seguem o mesmo fuso do Acre. Amazonas (exceto essas cidades), Mato Grosso, Rondônia e Roraima têm uma hora a menos que Brasília, enquanto Maranhão, Amapá, Pará e Tocantins seguem o horário oficial de Brasília.
O Amazonas é o principal colégio eleitoral indígena do Brasil, com 73.580 eleitores indígenas aptos a votar, um aumento de 36 mil em relação à eleição de 2024. Esse número representa 25,6% do eleitorado indígena brasileiro e 53,7% dos eleitores na região Norte. Pará e Roraima também registraram crescimento no eleitorado indígena. Para facilitar o voto desses eleitores, estados oferecem veículos, embarcações e apoio com combustível.
Para superar dificuldades de conectividade em locais remotos e agilizar a totalização dos votos, alguns estados da Amazônia Legal usarão antenas Starlink para transmitir resultados. No Acre, 91 antenas ampliarão a transmissão em áreas de difícil acesso, e no Maranhão, 66 pontos de votação em 22 cidades usarão satélite para enviar boletins de urna. A transmissão será feita diretamente dos Postos Avançados de Transmissão (PATs), garantindo segurança e agilidade no processo.
Dados do TSE divulgados em julho mostram que a região Norte teve o maior crescimento proporcional no número de eleitores aptos, passando de 12.560.410 em 2022 para 13.109.354, um aumento de 4,37%. Apesar disso, Acre (614 mil), Amapá (577 mil) e Roraima (401 mil) têm os menores colégios eleitorais do Brasil, somando cerca de 1% do eleitorado nacional.
Fonte: Portal Amazônia