Cinco espécies curiosas da Amazônia descobertas no Amapá
Registros inéditos de animais como a perereca-de-vidro e a cobra-cega foram feitos em Serra do Navio, no Amapá. O estado possui rica biodiversidade e áreas de conservação.

Na Serra do Navio, localizada no noroeste do Amapá, foram feitos registros de cinco espécies de animais que se destacam por suas características peculiares. Essas descobertas são especialmente relevantes em um momento em que se celebra o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, uma data que enfatiza a importância da preservação deste bioma tão rico em biodiversidade.
O Amapá, com cerca de 73% de seu território ocupado por unidades de conservação, áreas protegidas, terras indígenas e quilombolas, abriga uma das maiores áreas de cobertura ambiental do Brasil. Essa riqueza natural permite a observação de animais raros e únicos, que muitas vezes permanecem desconhecidos para a maioria das pessoas.
Um dos destaques entre as novas descobertas é a perereca-de-vidro, uma espécie minúscula que mede entre 2 a 5 centímetros. Sua pele translúcida permite a visualização de seus órgãos internos, especialmente na região abdominal. O registro dessa espécie no Brasil foi feito por pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap), com a colaboração do fotógrafo e guia Wirley Almeida, que encontrou o animal em seu quintal em 2020.
Outro registro interessante é da rã-kambô, que apresenta um comportamento peculiar durante a reprodução, conhecido como amplexo múltiplo, onde vários machos se unem a uma única fêmea. Esse fenômeno é mais frequente durante a temporada de chuvas, quando a quantidade de machos aumenta nas margens de rios e lagoas, tornando a observação desse comportamento mais comum.
Além dessas, a cobra-cega, que vive de forma subterrânea e é frequentemente confundida com minhocas, e a lagarta-cristal, que possui uma aparência gelatinosa e translúcida, também foram registradas. Essas espécies, devido ao seu habitat na floresta tropical densa, são difíceis de serem vistas a olho nu, o que torna suas descobertas ainda mais valiosas para a ciência e a conservação ambiental.
Fonte: Portal Amazônia