Conflito entre Governo e Prefeitura pode afetar transporte de estudantes em Manaus
A disputa sobre o subsídio do passe livre estudantil ameaça deixar alunos da rede estadual sem transporte público em Manaus. Sinetram e Prefeitura trocam acusações sobre responsabilidades.

MANAUS – A atual situação de impasse relacionada ao pagamento do subsídio do passe livre estudantil pode resultar na falta de transporte público para os alunos da rede estadual de ensino em Manaus. O Sindicato das Empresas de Transporte Público de Passageiros do Amazonas (Sinetram) está considerando a suspensão do benefício, exigindo que o governo do estado repasse R$ 90,1 milhões referentes à subvenção.
“Se isso não for resolvido, se o Estado não fizer um convênio com o município, quem vai ficar sem o transporte? Não preciso nem dizer, né?”, declarou César Tadeu Teixeira, presidente do Sinetram, durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, 21 de novembro. Ele enfatizou que não é viável para as empresas suportarem uma política do estado sem o devido pagamento.
Na mesma coletiva, o prefeito Renato Junior responsabilizou o Governo do Amazonas pelo impasse e pela paralisação parcial do transporte de passageiros que ocorreu na segunda-feira, 20 de novembro. Ele destacou que a Prefeitura cumpriu suas obrigações, tendo repassado R$ 284 milhões às empresas de ônibus entre janeiro e junho deste ano.
Renato Junior ressaltou que o governo do estado não fez repasses para o custeio do benefício dos alunos em 2026 e ainda possui pendências de 2025. “Os alunos da rede pública estadual estão há seis meses utilizando os ônibus sem que o Governo do Estado tenha repassado nenhum centavo este ano e ainda deve do ano passado”, afirmou o prefeito, desafiando o governo a apresentar comprovantes de pagamentos.
Em resposta à situação, o vice-governador Serafim Corrêa anunciou que determinou à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) que realize o repasse de R$ 18 milhões à prefeitura em 24 horas, correspondente aos meses de fevereiro a julho deste ano. “Com isso, consideramos encerrada a situação entre o Governo e o Sinetram”, disse Corrêa, embora tenha reconhecido que o impasse também contribuiu para a greve dos trabalhadores, sem especificar outros motivos.
Fonte: Amazonas Atual