Conflito entre sindicalista e comentarista marca greve de ônibus em Manaus
A greve dos rodoviários em Manaus gera tensões, com críticas de Walter Cruz ao movimento e respostas agressivas de Givancir Oliveira, presidente do sindicato.

Manaus - O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, respondeu de forma contundente às críticas do comentarista político Walter Cruz, que foram veiculadas no programa Claro e Escuro, da TV DIÁRIO. O desentendimento ocorre em um momento crítico da greve dos trabalhadores do transporte público, que tem causado diversos transtornos a milhares de passageiros na capital amazonense.
Walter Cruz criticou a paralisação dos ônibus e pediu uma ação mais firme das autoridades contra o movimento grevista. Em sua fala, ele enfatizou que a população não deve ser prejudicada por disputas entre o sindicato, empresários e o poder público, lembrando que, segundo a Lei de Greve, é obrigatório avisar a população com 72 horas de antecedência e limitar a paralisação a 30% da frota, o que não foi cumprido nesta situação.
O comentarista expressou sua indignação, afirmando que a população não pode ficar esperando sem transporte. Ele também pediu que o prefeito Renato Júnior e o diretor do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) tomassem providências para responsabilizar Givancir Oliveira por suas ações, qualificando sua defesa dos trabalhadores como um “crime”. A lembrança da greve de 2011, quando uma decisão judicial obrigou a retomada do serviço, foi utilizada por Cruz para reforçar a necessidade de ação judicial no atual cenário.
Em resposta, Givancir Oliveira publicou um vídeo nas redes sociais atacando pessoalmente Walter Cruz, sem mencionar diretamente o programa. Ele questionou a carreira do comentarista na Polícia Militar e o chamou de “coronelzinho de meia tigela”, alegando que Cruz não tinha apoio nem respeito dos seus colegas durante seu tempo de serviço. Givancir também se declarou disposto a enfrentar quaisquer consequências legais pela greve, reafirmando seu compromisso com os interesses da categoria.
Enquanto isso, a greve dos rodoviários continua a impactar a rotina de milhares de usuários em Manaus, que enfrentam dificuldades para se deslocar. A situação foi agravada por uma decisão da Justiça do Trabalho que estabeleceu que 80% da frota deveria estar em operação, mas muitas linhas não funcionaram conforme o estipulado. O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, afirmou que a greve não é uma responsabilidade do governo estadual, mas sim uma questão relacionada a débitos alegados entre o Sinetram e a Prefeitura de Manaus, que chega a aproximadamente R$ 190 milhões.
Fonte: D24AM