Crescimento da Arrecadação do Amazonas é de 3,49% no Semestre, Mas Abaixo da Inflação
A arrecadação do Amazonas alcançou R$ 10,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando um crescimento de 3,49%, mas com uma queda real de 1,1% devido à inflação.

MANAUS — A arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria do Estado do Amazonas atingiu R$ 10,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionada por um montante de R$ 1,6 bilhão somente em junho. O crescimento nominal de 3,49% em relação ao mesmo período do ano anterior, no entanto, não foi suficiente para acompanhar a inflação, resultando em uma queda real de cerca de 1,1%.
Os impostos, taxas e contribuições são fundamentais para a receita líquida do estado, com o governo estimando uma arrecadação total de R$ 17,6 bilhões para este ano. Isso representa 46% dos R$ 38 bilhões projetados para 2026, recursos essenciais para financiar serviços públicos como saúde, educação e segurança pública.
No primeiro quadrimestre de 2026, o Amazonas enfrentou uma queda na arrecadação, conforme destacado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) em sua mensagem que acompanhou o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027. Os principais fatores dessa retração foram a diminuição de 22% no subsetor de insumos importados e uma queda de 26% no subsetor de combustíveis, ambos influenciados pela valorização cambial e pela redução no volume tributável de mercadorias estrangeiras.
Dados da Sefaz (Secretaria de Fazenda do Amazonas) revelam que entre janeiro e abril de 2026, a arrecadação com ICMS sobre insumos industriais importados foi de R$ 935 milhões, uma queda de 20,87% em relação aos R$ 1,1 bilhão do ano anterior. O setor de combustíveis para a indústria arrecadou apenas R$ 30 milhões, o que representa uma diminuição de 25,51% em comparação aos R$ 41 milhões arrecadados em 2025.
O vice-governador Serafim Corrêa (PSB) atribui essa redução à desvalorização do dólar, que impacta diretamente a arrecadação do estado. Ele explicou que o valor mensal de importação de aproximadamente US$ 1,4 bilhão é afetado pela cotação do dólar, que caiu de R$ 6,67 em 2025 para cerca de R$ 5,15 neste ano. Apesar das dificuldades, Serafim observou um aumento nas importações em abril e maio, prevendo que o impacto positivo deve ser sentido nos próximos meses, indicando uma possível recuperação na arrecadação.
Fonte: Amazonas Atual