Crescimento de Vagas para Refugiados no Norte Destaca Liderança Feminina
No Dia Mundial do Refugiado, a inclusão de migrantes no mercado de trabalho na Região Norte avança, com foco na liderança feminina. Solar Coca-Cola contrata 94 refugiados, incluindo histórias inspiradoras.

Manaus se prepara para o Dia Mundial do Refugiado, celebrado neste sábado (20), e o debate sobre a acolhida econômica e a inserção de migrantes no mercado de trabalho se torna cada vez mais relevante, especialmente na Região Norte do Brasil. Um levantamento realizado pela Solar Coca-Cola revela que a operação na região já conta com 94 colaboradores migrantes e refugiados, sendo 68 deles contratados no Amazonas e 26 em Roraima.
O relatório destaca a presença marcante de mulheres na força de trabalho da empresa em Manaus. Das 68 contratações locais, 38 são mulheres, o que evidencia o papel significativo que elas desempenham na indústria local, enquanto os homens somam 30. Ao todo, a companhia emprega 97 profissionais sob essa condição jurídica em todo o Brasil.
Histórias de Sucesso e Inclusão
Uma das histórias inspiradoras é a de Marelwin Del Valle, uma venezuelana de 34 anos, que foi promovida a supervisora de expedição na unidade de Manaus. Contratada em 2023 através do programa Solar de Portas Abertas, Marelwin começou sua carreira como promotora de produtos e, após uma transição para a logística, agora se destaca como a primeira refugiada a ocupar um cargo de liderança na operação local.
Com essa promoção, o número de mulheres migrantes ocupando posições de destaque na empresa na Região Norte sobe para oito. Em Manaus, atualmente, há quatro mulheres líderes técnicas, além de duas em Boa Vista e uma em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. A trajetória de Marelwin é uma prova de como a inclusão e o apoio podem transformar vidas.
Impacto Familiar e Mercado de Trabalho
A trajetória de Eddy Thais Colmenares, de 57 anos, também exemplifica a reestruturação familiar promovida pela estabilidade financeira que um emprego formal pode proporcionar. Eddy, que entrou na Solar Coca-Cola em 2023, trouxe sua filha, Viddhays Andrea Colmenares, da Venezuela, permitindo que ambas participassem do mercado de trabalho regular. Essa inserção dupla é um exemplo claro do impacto positivo que a empresa tem na vida de famílias de refugiados.
Atualmente, a Solar Coca-Cola emprega mais de 140 migrantes, sendo a maioria oriunda da Venezuela, além de profissionais de Cuba e Haiti. Para os próximos meses, a empresa planeja intensificar as contratações na Região Norte, alinhando-se ao calendário econômico sazonal. A gerente de Recursos Humanos, Luiza Mamede, destaca que novas ações de recrutamento acontecerão, como um mutirão em Manaus no dia 27 de junho, para abastecer o banco de talentos da companhia.
Fonte: D24AM