Desmatamento na Amazônia afeta chuvas e produção de grãos no Paraná
Estudo aponta que a perda florestal na Amazônia reduz chuvas no Paraná, afetando a produção agrícola e a geração de energia no estado.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) destaca que o desmatamento na Amazônia tem consequências diretas na bacia do rio Iguaçu, que é responsável por 41% da energia hidrelétrica do Paraná. A perda de cobertura florestal está prejudicando os chamados rios voadores, essenciais para o transporte de umidade ao Sul do Brasil.
Os dados mostram que a taxa de desmatamento na Amazônia atingiu picos alarmantes, com 2.095 km² de floresta destruídos em apenas um mês, especificamente em julho de 2021. Essa situação crítica está resultando em secas severas que ameaçam a produção agrícola em uma região que concentra 60% da produção de grãos e 23% da pecuária do estado.
De acordo com a pesquisadora Ana Carolina da Silva, a remoção da vegetação amazônica diminui a quantidade de água liberada para a atmosfera, o que afeta diretamente a umidade disponível para o clima na bacia do rio Iguaçu. A pesquisa, publicada na revista científica Brazilian Journal of Biology, traz à tona a conexão entre a perda florestal na Amazônia e os riscos socioeconômicos que isso representa.
O estudo também revela que a pressão humana sobre a floresta está causando um impacto mais significativo do que os próprios ciclos climáticos naturais. A partir de 2020, a perda de floresta aumentou drasticamente, coincidindo com a presença do fenômeno La Niña, que normalmente traz mais umidade para a região amazônica.
Para garantir a produção de alimentos e a geração de energia no Paraná, é imprescindível combater o desmatamento na Amazônia de forma imediata. É necessário integrar a preservação ambiental ao planejamento estratégico das atividades agrícolas e energéticas, pois a manutenção da cobertura florestal é vital para a segurança hídrica e econômica em todo o Brasil.
Fonte: Portal Amazônia