Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em áreas protegidas
No primeiro semestre de 2026, mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia não registraram desmatamento, a menor taxa em oito anos.

Entre janeiro e junho de 2026, a Amazônia apresentou a menor taxa de desmatamento dos últimos oito anos, com mais de 80% das áreas protegidas sem qualquer devastação. Isso representa 588 territórios livres de desmatamento, incluindo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação, conforme dados do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a região desde 2008.
Durante o primeiro semestre deste ano, apenas uma terra indígena e sete unidades de conservação tiveram um desmatamento superior a 1 km². Ao todo, as áreas protegidas registraram uma derrubada de apenas 97,37 km², o que corresponde a 8% do total de desmatamento da Amazônia, sendo 9,38 km² em terras indígenas e 87,99 km² em unidades de conservação.
Um dos principais focos de desmatamento foi a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, que sozinha respondeu por metade do total de desmatamento nas áreas protegidas, com 47,85 km² derrubados entre janeiro e junho, equivalente a quase 5 mil campos de futebol perdidos.
A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, também no Pará, foi a quinta mais afetada, com uma perda de 3,45 km² de floresta. A coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito, declarou que a aprovação de um projeto que reduz a área dessa unidade de conservação é um retrocesso e deve ser vetado pela Presidência.
No total, a Amazônia teve um desmatamento de 1.145 km² no primeiro semestre de 2026, uma redução de 10% em relação ao ano anterior e 76% menor que em 2022. A coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, Larissa Amorim, enfatizou a importância de continuar essa trajetória de redução até alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.
Fonte: Portal Amazônia