Dicas de especialistas para evitar acidentes com arraias nas águas brasileiras
Com o aumento do número de banhistas, cresce o risco de acidentes com arraias. Especialistas oferecem orientações para prevenir e socorrer vítimas.

Com o aumento do número de banhistas em praias e balneários, o risco de acidentes com arraias de água doce também aumenta. Esses animais, comuns na Região Norte do Brasil, costumam se esconder na areia em áreas rasas, tornando-se invisíveis até que alguém pise acidentalmente sobre eles.
A ferroada das arraias geralmente ocorre em situações de defesa, quando o animal se sente ameaçado. Apesar de serem temidas, elas não atacam por natureza e utilizam seu ferrão apenas como mecanismo de proteção. Para minimizar os riscos, uma recomendação é entrar na água arrastando os pés, o que levanta a areia e alerta a arraia sobre a aproximação do banhista.
A Dra. Ruth Carreira, clínica geral, enfatiza a importância de manter a calma caso ocorra um acidente. O primeiro passo é retirar a pessoa da água, pois a dor intensa da ferroada pode levar ao desmaio ou choque, aumentando o risco de afogamento. Em seguida, é essencial lavar a ferida com água limpa para remover resíduos, como areia ou fragmentos do ferrão.
Um método eficaz para aliviar a dor é imergir a área afetada em água quente ou morna, já que o calor ajuda a inativar parte das toxinas. Recomenda-se um tempo de imersão de cerca de 30 minutos, evitando água fervente para não causar queimaduras. É fundamental que a vítima busque atendimento médico rapidamente para a limpeza adequada da ferida e a avaliação do tratamento necessário.
Além de seguir as orientações em caso de acidentes, é crucial manter distância das arraias e não tentar tocá-las ou capturá-las. Essa atitude não apenas previne acidentes, mas também ajuda na preservação da espécie, que desempenha um papel vital nos ecossistemas aquáticos. A veterinária Marina Benarrós ressalta que as arraias não atacam por instinto, mas reagem defensivamente quando se sentem ameaçadas, especialmente em ambientes onde estão camufladas.
Fonte: D24AM