Diversidade artística brilha na inauguração da Galeria Dam Kuy A'ki em Roraima
A Galeria de Arte Dam Kuy Aki, da UFRR, foi inaugurada em 7 de agosto, apresentando uma rica diversidade de obras de artistas indígenas e não indígenas, marcando um novo capítulo nas artes visuais do estado.

A Galeria de Arte Dam Kuy A'ki, vinculada à Universidade Federal de Roraima (UFRR), foi inaugurada no dia 7 de agosto e trouxe um panorama fascinante da diversidade das artes visuais do estado. O evento, realizado no Complexo de Artes da UFRR, contou com a participação de artistas experientes e novos talentos, incluindo mestres dos saberes tradicionais e estudantes, refletindo a rica tapeçaria cultural da Amazônia.
A exposição coletiva foi organizada pelo Núcleo de Apoio à Vida de Boa Vista (Navibv) e também celebrou o encerramento da residência artística promovida pelo Nortear – Projeto de Formação e Fomento das Artes Visuais em Roraima. Oito artistas, entre eles Alcione Peres, Ehuana Yaira Yanomami e Isaías Miliano, apresentaram obras que exploram a relação entre arte e a identidade cultural dos povos indígenas da região, destacando suas histórias e vivências.
Um dos pontos altos da mostra foi a presença de artistas indígenas de quatro diferentes povos: Patamona, Macuxi, Taurepang e Yanomami. As obras expostas dialogam com temas como ancestralidade, espiritualidade e a relação íntima entre os povos originários e seus territórios. O artista Isaías Miliano, com mais de 35 anos de carreira, trouxe a instalação 'Raízes Aéreas em Mutação', que destaca os impactos ambientais na fauna e nos modos de vida tradicionais, além de estar em exibição na Pinacoteca de São Paulo.
A nova geração de artistas também teve espaço, como a wapichana Alcione Peres, de 24 anos, que participou de sua primeira exposição. Para ela, a experiência da residência foi enriquecedora e proporcionou novas oportunidades. Sua obra reflete a simbiose entre o ser humano e a terra, destacando a importância do trabalho coletivo e o desejo de expandir suas possibilidades artísticas.
Além de Alcione, a mestra macuxi Joana Fidélix, reconhecida por seus saberes tradicionais em cerâmica, também fez parte da exposição, trazendo sua obra 'Koko'. A diversidade se estendeu a outros artistas, como o jovem José Leonel Casado Cliffe, conhecido como Anâkok, e a artista Ehuana Yaira Yanomami, cuja produção reflete a cosmologia e o cotidiano do povo Yanomami. A mostra, que ficará aberta ao público até 10 de setembro, é uma celebração da arte e da cultura roraimense, com entrada gratuita de segunda a sexta-feira.
Fonte: Portal Amazônia