Dólar ultrapassa R$ 5 novamente e bolsa enfrenta queda devido a tensões no Oriente Médio
Na quinta-feira (23), o dólar fechou em alta e a bolsa brasileira registrou queda, impulsionados por incertezas na guerra no Oriente Médio.

Na quinta-feira, 23 de outubro, o dólar voltou a fechar acima de R$ 5, encerrando o dia com alta de R$ 0,029, ou 0,62%, cotado a R$ 5,003. Essa movimentação ocorreu em um contexto de aumento da aversão ao risco, refletindo a piora do cenário externo devido a novas incertezas relacionadas à guerra no Oriente Médio.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, também sofreu com a situação, registrando uma queda de 0,78%, terminando o dia aos 191.378,43 pontos. A moeda estadunidense, que operou em queda durante boa parte do dia, ganhou força no período da tarde, acompanhando a busca global por ativos mais seguros.
A mudança na trajetória do dólar foi impactada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de autoridades iranianas. Trump afirmou que um acordo com o Irã só será alcançado quando atender aos interesses dos EUA, enquanto o governo iraniano adotou uma postura mais agressiva, elevando a tensão no cenário internacional.
No mercado futuro, o contrato para maio teve um avanço de 0,74%, enquanto dados do Banco Central indicaram uma saída líquida de US$ 3,2 bilhões do Brasil até o dia 17 de abril, evidenciando um fluxo negativo em meio ao conflito. O Ibovespa, por sua vez, acompanhou a tendência de queda dos mercados internacionais, com variações entre 190.929 e 193.346 pontos, e um volume financeiro de R$ 24,9 bilhões.
A situação no Oriente Médio se agravou com ações militares no Estreito de Ormuz, uma região crucial para o transporte de petróleo, onde o Irã apreendeu navios e os EUA emitiram ameaças. Essa escalada de tensões resultou em forte alta nos preços do petróleo, com o barril do tipo Brent fechando a US$ 105,07, e o WTI a US$ 95,85, ambos com aumentos significativos. A combinação de incertezas geopolíticas e restrições no transporte marítimo mantém os mercados em um estado de forte volatilidade.
Fonte: D24AM