Emergência fitossanitária é prorrogada no Acre e abrange outros estados
A prorrogação da emergência fitossanitária no Acre, devido à praga que ataca cacau e cupuaçu, foi estendida por mais um ano e inclui Amazonas, Pará e Rondônia.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais um ano a emergência fitossanitária no Acre, devido à presença da praga quarentenária monilíase, que afeta cacau e cupuaçu. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 24 de julho e entra em vigor no dia 5 de agosto.
A praga, identificada pela primeira vez no Acre em 2021, permanece restrita a quatro localidades: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo. O superintendente do Mapa no Acre, Paulo Trindade, destacou que o monitoramento e as medidas de contenção no estado têm sido eficazes em impedir a dispersão da praga.
A monilíase é uma das pragas mais devastadoras da agricultura nacional, podendo comprometer até 80% das plantações de cacau e cupuaçu. Entre as ações do plano emergencial estão a identificação de áreas de risco e o aumento da vigilância fitossanitária nas regiões vulneráveis.
Além disso, o Mapa continuará promovendo ações de educação fitossanitária para produtores rurais, orientando sobre medidas preventivas para identificação e manejo da praga. O monitoramento, a supressão e a erradicação em áreas com confirmação da presença do fungo também estão garantidos.
A situação de emergência fitossanitária no Acre se estende por cinco anos, permitindo ao governo federal adotar ações excepcionais para controlar a praga. A continuidade das estratégias de prevenção visa minimizar os impactos sobre a produção agrícola nos estados da Região Norte, que estão sob ameaça da monilíase.
Fonte: Portal Amazônia