Entenda como os satélites brasileiros são lançados ao espaço
Os satélites são essenciais para diversas atividades, desde previsões do tempo até monitoramento ambiental. O processo até o lançamento envolve várias etapas e instituições.

Os satélites desempenham um papel crucial na observação, comunicação e compreensão do nosso planeta. Eles são fundamentais para a previsão do tempo, monitoramento ambiental, navegação e comunicações, além de contribuírem para a produção de dados científicos que influenciam decisões estratégicas e atividades econômicas, como a agricultura.
No Brasil, o processo de desenvolvimento e lançamento de satélites é coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), enquanto a execução técnica é responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os projetos são iniciados com base em demandas concretas, e o diretor de Gestão de Portfólio da AEB, Rodrigo Leonardi, destaca que “quem for fazer uso do serviço daquele satélite precisa deixar muito claro quais são as expectativas com relação ao desempenho”.
Uma vez desenvolvido, o satélite é preparado para ser lançado ao espaço. Atualmente, o Brasil utiliza lançadores internacionais, que são escolhidos de acordo com as especificidades de cada missão. Leonardi explica que a escolha depende da órbita desejada, seja ela baixa (LEO) ou geoestacionária, onde o satélite permanece fixo em relação à Terra.
Além disso, o Brasil tem investido em suas próprias capacidades de lançamentos espaciais, com projetos como o Microlançador Brasileiro (MLBR). Um ensaio hidrostático do motor do primeiro estágio foi realizado em janeiro de 2026, apresentando resultados positivos. Este projeto é promovido por meio de uma chamada pública da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a AEB e com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Após a definição do lançamento, o satélite é transportado para a base de lançamento e integrado ao foguete, uma etapa crítica que requer cuidados especiais. O lançamento em si é um processo complexo, onde o foguete atinge uma velocidade superior a 28.000 km/h, permitindo que o satélite entre em órbita, onde ele permanece devido ao equilíbrio entre a gravidade e a rotação da Terra. O monitoramento contínuo do satélite é realizado pelo Inpe, que utiliza antenas em solo e o Centro de Rastreio e Controle de Satélites (CRC).
Fonte: D24AM