Entenda os riscos e cuidados sobre a Doença de Chagas no Amazonas
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas destaca a importância de medidas de prevenção contra a Doença de Chagas, que pode causar complicações graves na saúde.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) enfatiza a necessidade de informação atualizada e da implementação de medidas preventivas em relação à Doença de Chagas. No estado, as condições ambientais favorecem a presença de insetos que atuam como vetores de várias doenças, incluindo a Doença de Chagas.
Os sintomas da Doença de Chagas podem ser confundidos com os de outras enfermidades, mas o não tratamento pode resultar em complicações sérias ao longo do tempo. A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, afirma que o combate à doença requer ações integradas de vigilância e conscientização da população.
“Nosso trabalho envolve tanto o monitoramento dos casos quanto a orientação da população, além de ações contínuas de vigilância em saúde em todo o estado. A informação é uma das principais ferramentas de prevenção, porque permite que as pessoas reconheçam os riscos e adotem cuidados no dia a dia”, ressalta Tatyana Amorim.
Jackson Alagoas, diretor de vigilância sanitária da FVS-RCP, destaca a segurança alimentar como uma das frentes essenciais nesse processo. “Estamos na fase final de uma portaria voltada para os batedores de açaí, que vai orientar as vigilâncias sanitárias dos municípios e melhorar o monitoramento desse processo”, afirma.
A nutricionista e fiscal sanitária Thabata Padilha explica que o objetivo dessa portaria é reduzir os riscos em alimentos amplamente consumidos na região, como o açaí e a cana-de-açúcar. “A ideia é garantir mais segurança na produção, já que é um alimento muito consumido e que exige cuidados específicos”, frisa.
A Doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Inicialmente, os sintomas podem ser semelhantes aos de outras doenças, mas, sem o tratamento adequado, pode evoluir para uma fase crônica, ocasionando complicações graves, especialmente no coração e no sistema digestivo. Portanto, é fundamental conhecer as formas de transmissão dessa doença.
A transmissão pode ocorrer por meio dos insetos conhecidos como barbeiros, que habitam áreas de mata e zonas próximas às residências. Ao picar, esses insetos podem deixar resíduos contaminados na pele, permitindo que o parasita entre no organismo ao coçar ou tocar a região afetada.
A transmissão oral, por sua vez, ocorre pela ingestão de alimentos contaminados durante o preparo. No Amazonas, alimentos como açaí e cana-de-açúcar estão entre os mais associados a esse tipo de transmissão. Para prevenir a presença do barbeiro nas residências, é crucial manter a casa limpa, vedar frestas em paredes, telhados e pisos, utilizar telas nas janelas e evitar o acúmulo de entulhos.
Além disso, o uso de inseticidas pode ser adotado, sempre sob orientação dos serviços de saúde. Para evitar a contaminação oral, é essencial garantir a segurança dos alimentos, prestando atenção à higienização, ao processamento adequado e à procedência dos mesmos. É importante redobrar os cuidados com alimentos como açaí e cana-de-açúcar, verificando as condições de preparo para minimizar o risco de contaminação.
Fonte: D24AM