Estiagem atinge 113 mil famílias e 46 cidades em emergência no Amazonas
O Amazonas enfrenta uma severa estiagem, afetando 113.900 famílias e declarando emergência em 46 municípios. A qualidade do ar também se deteriora devido a incêndios florestais.

Na última sexta-feira (23), o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais do Governo do Amazonas divulgou um boletim sobre a atual situação de estiagem no estado. De acordo com informações da Defesa Civil, 113.900 famílias estão sendo impactadas por este fenômeno climático, que já levou à declaração de emergência em 46 municípios.
Entre as cidades em situação de emergência estão Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari e Careiro da Várzea, além de outras. Além disso, 12 municípios estão em Alerta e quatro em situação de Atenção, como Codajás e Iranduba.
A Defesa Civil do Amazonas também emitiu um novo alerta neste dia devido à qualidade do ar, que está sendo afetada por incêndios florestais em áreas não protegidas. O boletim indica que a qualidade do ar em várias cidades está classificada como Ruim a Muito Ruim, com concentrações de material particulado PM2,5 variando entre 50 e 125 µg/m³.
Para enfrentar a situação, o Governo do Amazonas tem intensificado suas ações, contando com aproximadamente 1.500 servidores, incluindo bombeiros militares e brigadistas. A operação de combate às queimadas é apoiada por 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Governo Estadual, com ações que incluem a contratação de novos brigadistas e a entrega de viaturas equipadas.
Entre junho e outubro deste ano, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 3.835 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. Como parte das medidas preventivas, foram estabelecidos decretos que proíbem o uso do fogo em todo o estado por 120 dias e foi declarada a situação de emergência em áreas afetadas, permitindo assim uma resposta mais rápida e eficaz às consequências da estiagem e incêndios florestais.
Fonte: D24AM