Ministro assegura que pesca e venda de tambaqui seguem permitidas no Amazonas
Apesar da inclusão do tambaqui na lista de espécies ameaçadas, pesca e venda continuam liberadas. Governo busca recuperar a população da espécie.

A pesca e a comercialização do tambaqui, um dos peixes mais consumidos na região amazônica, continuarão autorizadas no Amazonas, mesmo após a espécie ser incluída na lista oficial de animais ameaçados de extinção. Essa confirmação foi dada pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, em uma entrevista à Rede Amazônica nesta quinta-feira, dia 22.
A declaração do ministro surge após o tambaqui (Colossoma macropomum) ser classificado como Vulnerável (VU) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em setembro de 2023. Ele enfatizou que essa nova classificação não impede a captura ou a venda do peixe, e que o governo federal está trabalhando em medidas para recuperar a população do tambaqui sem interromper a atividade pesqueira.
“Quero deixar a todo o povo da Amazônia, todo o povo que ama o tambaqui, uma mensagem do governo federal: não será proibida a pesca do tambaqui”, declarou Araújo, buscando tranquilizar todos que dependem dessa atividade econômica.
O tambaqui é um peixe essencial para pescadores, comerciantes e comunidades ribeirinhas, além de ser um produto que abastece mercados locais e é vendido para outras regiões do Brasil e até para o exterior. O ICMBio aponta que a população do tambaqui está em tendência de redução, com uma projeção de queda de 43,4% da população em três gerações, devido à pressão da pesca e aos impactos ambientais nos rios amazônicos.
O Comitê Permanente de Gestão da Bacia Norte está reunido em Santarém (PA) para discutir um plano de recuperação da espécie. Segundo Araújo, a proposta busca preservar o tambaqui e garantir a continuidade da pesca em toda a Amazônia. Durante a classificação da espécie, o professor e biólogo Edinbergh Caldas de Oliveira alertou que essa inclusão deve ser vista como um chamado à conservação e não como um veto imediato à pesca, destacando a necessidade de estudos mais aprofundados.
Fonte: Portal Amazônia