Estilo de vida pode elevar risco de doenças cardíacas em jovens; saiba como evitar
Hipertensão e colesterol alto já afetam jovens no Brasil. Adotar hábitos saudáveis é fundamental para a prevenção.

Em Manaus, a hipertensão e o colesterol alto deixaram de ser problemas restritos a homens de meia-idade. De acordo com o National Health and Nutrition Examination Survey, um levantamento nacional de saúde e nutrição dos Estados Unidos, 7,3% dos adultos entre 18 e 39 anos já apresentam hipertensão, enquanto 8,8% têm colesterol elevado. No Brasil, a situação é preocupante, com um aumento de 20% nos casos de AVC nos últimos cinco anos entre pessoas de 18 a 45 anos, conforme dados da Rede Brasil AVC.
Fatores como sedentarismo, dieta rica em alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de sódio, falta de sono e estresse crônico são os principais responsáveis pela deterioração da saúde cardiovascular nessa faixa etária. O médico da família Leonardo Abreu, da Amparo Saúde, alerta que outras questões, como obesidade abdominal e uso de substâncias como álcool, energéticos e anabolizantes, também aumentam os riscos.
É importante destacar que as diretrizes atuais para diagnóstico de hipertensão são mais rigorosas, resultando em uma identificação mais precoce dos casos. Abreu explica que, além do estilo de vida, fatores genéticos, hormonais, a qualidade do sono e questões ambientais, como a poluição, também influenciam o desenvolvimento de doenças cardíacas.
A hipertensão e o colesterol alto muitas vezes não apresentam sintomas claros, tornando-se silenciosos. Quando sinais como dor de cabeça, fadiga ou tontura aparecem, geralmente são ignorados. A falta de percepção de risco entre os jovens e a tendência de homens nessa faixa etária a não buscar serviços de saúde atrasam diagnósticos e tratamentos adequados, afirma Abreu.
Para a avaliação cardiovascular, é fundamental realizar exames como aferição da pressão arterial, testes de colesterol e glicemia, além da medição do peso e da circunferência abdominal. O médico recomenda que o acompanhamento comece entre 18 e 20 anos, com consultas anuais para quem possui fatores de risco e de três a cinco anos para aqueles em boa saúde. Mudanças simples de hábitos e, se necessário, uso de medicação podem prevenir infartos e AVCs no futuro, enfatiza Abreu. Hábitos saudáveis como alimentação balanceada, prática de atividades físicas e controle do peso são essenciais para a prevenção.
Fonte: D24AM