SUS amplia tratamento da hemofilia com serviços especializados para pacientes
O SUS tem avançado na oferta de tratamento para hemofilia, garantindo acompanhamento integral e acesso a novas tecnologias para pacientes em todo o Brasil.

Viver com hemofilia é um aprendizado constante sobre a importância do cuidado diário. Pequenos sinais requerem atenção e cada avanço, como ter mais liberdade para se movimentar ou estudar, representa uma conquista significativa. No Brasil, pacientes não enfrentam esse desafio sozinhos, pois o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento completo, desde o diagnóstico até o tratamento em serviços especializados.
Nos últimos anos, o SUS tem promovido melhorias consistentes no tratamento da hemofilia, ampliando o acesso aos serviços e incorporando novas tecnologias que fortalecem a rede assistencial. Isso resultou em mais autonomia para os pacientes, reduzindo complicações e permitindo uma vida menos restrita pela doença. A hemofilia, uma condição genética que se caracteriza pela deficiência de fatores de coagulação do sangue, apresenta dois tipos: a hemofilia A, que resulta da falta do fator VIII, e a hemofilia B, relacionada à ausência do fator IX.
Em 2025, o Brasil contabilizou 14.576 pessoas diagnosticadas com hemofilia, sendo 12.151 com hemofilia A e 2.425 com hemofilia B. Os principais desafios enfrentados por esses pacientes são os episódios de sangramento, que podem ocorrer de maneira espontânea ou após pequenos traumas, causando dor e afetando o dia a dia. A detecção precoce da hemofilia é vital, pois possibilita o início do tratamento antes que complicações mais sérias, como lesões articulares e dor crônica, se manifestem.
O SUS também tem se empenhado em reconhecer a hemofilia em mulheres e meninas, que historicamente têm sido subdiagnosticadas, promovendo maior equidade no acesso ao tratamento. O resultado desse esforço já pode ser percebido na rotina dos pacientes, com a diminuição das internações e episódios de sangramento, além de um aumento na qualidade de vida. Nos Centros de Tratamento de Hemofilia da rede pública, profissionais de diversas áreas oferecem suporte integral aos pacientes, proporcionando orientação e acolhimento em todas as fases da vida.
Uma das inovações recentes no tratamento da hemofilia A é o emicizumabe, que foi disponibilizado no SUS em 2021. Esse medicamento representa um avanço significativo, especialmente para pacientes com formas mais graves da doença, pois permite aplicações menos frequentes e pode ser administrado em casa. A ampliação do uso do emicizumabe para crianças de 0 a 6 anos com hemofilia A grave é um exemplo de como o SUS busca atender as necessidades dos pacientes, promovendo uma vida com mais autonomia e previsibilidade.
Fonte: D24AM