Estudantes bolivianos criam iogurte funcional para diabéticos com curcumina
Um grupo de estudantes da Unifranz, na Bolívia, desenvolveu o 'Curcuyog', um iogurte com curcumina, visando auxiliar no controle do diabetes.

Um grupo de estudantes da Universidade Franz Tamayo (Unifranz), na Bolívia, criou um iogurte inovador voltado para pessoas com diabetes, denominado 'Curcuyog'. Este produto é enriquecido com curcumina, o componente ativo da cúrcuma, e tem como objetivo principal melhorar o controle glicêmico e a saúde geral dos consumidores.
Os estudantes envolvidos na iniciativa são Roselia Quiñajo, Esther Quispe, Álvaro Gutiérrez, Fiorella Castillo, Américo Aguilar e Carmen Baldivieso, sob a orientação da professora María Julia Conde. Esther explica que o 'Curcuyog' é um iogurte funcional destinado a pessoas com diabetes tipo 2, ajudando a reduzir os níveis de insulina e, consequentemente, a glicose no sangue.
O diabetes mellitus tipo 2 é uma condição crônica caracterizada por altos níveis de glicose, resultantes de resistência à insulina e produção insuficiente desse hormônio. A doença está relacionada a fatores como obesidade, sedentarismo e genética, e seu tratamento requer mudanças no estilo de vida, incluindo uma dieta equilibrada e exercícios físicos.
A proposta do 'Curcuyog' se fundamenta em estudos que comprovam os efeitos benéficos da curcumina no metabolismo da glicose e na redução da resistência à insulina. O desenvolvimento do produto envolveu uma rigorosa pesquisa e formulação, onde a equipe teve que garantir que o sabor da cúrcuma não interferisse na palatabilidade do iogurte.
Além de usar cúrcuma, a equipe adicionou estévia, um adoçante natural, para evitar o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Álvaro, um dos estudantes do projeto, ressalta que há planos para mais testes e inovação, incluindo o desenvolvimento de novos sabores que atendam às necessidades dos diabéticos. O 'Curcuyog' representa uma união de pesquisa acadêmica e compromisso social, buscando soluções práticas que melhorem a qualidade de vida na comunidade.
Fonte: Portal Amazônia