Estudo da USP investiga amostras de argila em Roraima com terras raras
Pesquisadores da USP analisam argilas no Complexo Barreira, em Roraima, para identificar elementos de terras raras. O estudo começou em janeiro de 2026 e utiliza nanotecnologia.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão realizando uma análise detalhada de cerca de 100 amostras de argila coletadas no Complexo Barreira, localizado em Caracaraí, no Sul de Roraima. O objetivo é identificar quais elementos de terras raras estão presentes na área, assim como sua quantidade e localização específica.
O estudo teve início em janeiro de 2026 e inclui uma série de testes químicos que visam não apenas a identificação, mas também a quantificação e separação dos elementos encontrados. As terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para a indústria de alta tecnologia, são fundamentais na produção de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos e equipamentos eletrônicos.
As amostras analisadas pela USP foram coletadas na mesma região onde, em 2025, pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) haviam identificado rochas e argilas com altas concentrações desses minerais. Até o momento, as análises indicam que as concentrações nas áreas estudadas pela USP variam entre 0,3% e 0,6%, enquanto depósitos semelhantes costumam apresentar índices entre 0,01% e 0,3%.
O professor Henrique Eisi Toma, doutor em Química da USP, destaca que o estudo está na fase de prospecção. A equipe não realiza apenas um mapeamento, mas um trabalho analítico rigoroso para confirmar a presença de terras raras, o que requer um extenso trabalho químico.
Após a fase inicial de análise, os pesquisadores planejam utilizar uma tecnologia de separação de terras raras desenvolvida pela USP, que se baseia em nanotecnologia. Essa técnica inovadora permite a manipulação de materiais em escala nanométrica, facilitando a extração e separação dos elementos que, de outra forma, seriam muito difíceis de processar.
Fonte: Portal Amazônia