Estudo no Pará destaca os perigos do uso inadequado de fones de ouvido
Uma pesquisa da Uepa alerta para os riscos auditivos do uso excessivo de fones, especialmente entre jovens. Hábitos saudáveis são essenciais para prevenir danos.

Um estudo realizado pelo Curso de Fonoaudiologia da Universidade do Estado do Pará (Uepa) traz à tona os riscos associados ao uso inadequado de fones de ouvido, com foco na saúde auditiva da população jovem. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado Impactos Auditivos Associados ao Uso Recreativo de Fones de Ouvido: uma revisão integrativa foi desenvolvido por Levi Alfeu Almeida Lobato Brito, sob a orientação da professora Liliane Dias e Dias de Macedo.
A pesquisa é particularmente relevante tendo em vista o Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, celebrado na última quarta-feira de abril. Este evento visa informar a população sobre os riscos da exposição a níveis elevados de som, reforçando a necessidade de hábitos auditivos saudáveis, especialmente entre os jovens.
Os dados da pesquisa indicam que a faixa etária mais vulnerável abrange adolescentes e jovens adultos de 12 a 25 anos, que frequentemente fazem uso prolongado de dispositivos de áudio. Mais de 78% dos jovens entrevistados utilizam fones de ouvido por mais de uma hora diariamente, o que eleva o risco de danos auditivos.
Os resultados mostram que a intensidade do som e o tempo de exposição estão diretamente relacionados ao risco de Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). Níveis de som acima de 85 decibéis, que podem ser facilmente alcançados por fones de ouvido, são considerados prejudiciais quando mantidos por períodos prolongados, e a pesquisa destaca que o uso excessivo pode resultar em zumbido, hipersensibilidade a sons e outras complicações de saúde.
A pesquisa conclui que é fundamental promover o uso consciente de fones de ouvido, com recomendações como limitar o volume a 60% da capacidade máxima e realizar pausas regulares. A conscientização sobre os riscos do uso inadequado de fones é essencial, especialmente em um contexto onde a PAIR é uma das principais causas de perda auditiva no mundo, afetando cerca de 5% da população global. A Fonoaudiologia, portanto, assume um papel crucial na educação e prevenção de danos auditivos, com o curso da Uepa preparando profissionais para atuar na saúde auditiva da comunidade.
Fonte: Portal Amazônia