Estudo revela importância da bacia hidrográfica dos lagos Bolonha e Água Preta
Pesquisa destaca a relevância dos lagos Bolonha e Água Preta para o abastecimento de água em Belém, além dos desafios ambientais enfrentados devido ao crescimento urbano.

A pesquisa realizada por Jackison Mateus Lopes Barros enfatiza a relevância da bacia hidrográfica onde se encontram os lagos Bolonha e Água Preta, em Belém, Pará. O estudo analisa as alterações no uso e cobertura da terra ao longo dos anos, bem como a gestão da bacia e a importância da vegetação para a conservação dos recursos hídricos.
Localizados no Parque Ambiental do Utinga, esses lagos são essenciais, pois abastecem aproximadamente 70% das torneiras da capital paraense. No entanto, eles enfrentam significativos desafios ambientais, resultantes do crescimento urbano e da ausência de saneamento básico, o que compromete a qualidade da água e a biodiversidade local.
O trabalho de Barros, intitulado “Análise da dinâmica da cobertura e uso do solo na bacia hidrográfica dos lagos Bolonha e Água Preta, Belém, Pará”, revela que a criação de unidades de conservação, como o Parque Ambiental do Utinga e a Área de Proteção Ambiental (APA), é fundamental para a recuperação da vegetação nativa. Apesar disso, é crucial que essas áreas sejam constantemente monitoradas e preservadas.
Os lagos Bolonha e Água Preta pertencem à Bacia Hidrográfica do Murutucum e têm sido utilizados para abastecimento desde 1887. O estudo indica que a urbanização descontrolada tem levado à aterro de áreas alagadas e à supressão da vegetação ciliar, impactando diretamente na quantidade e qualidade da água disponível, além de aumentar a pressão sobre a infraestrutura de captação, tratamento e distribuição.
A pesquisa também utilizou imagens de sensoriamento remoto para analisar o aumento populacional em Belém entre 1984 e 2023. Os resultados mostram um crescimento da cobertura florestal na região, mas também uma redução na área ocupada por lagos, indicando a necessidade de ações voltadas para melhorar as condições socioambientais, como o controle da expansão urbana e o fortalecimento do monitoramento ambiental.
Fonte: Portal Amazônia