Ex-coordenador da campanha de Bolsonaro critica filhos e revela caos familiar
Julian Lemos, ex-aliado de Jair Bolsonaro, expõe a dinâmica conturbada da família do ex-presidente, destacando traços de personalidade e conflitos internos.

Em uma recente declaração, o ex-coordenador da campanha de Jair Bolsonaro, Julian Lemos, que teve uma convivência próxima com a família do ex-presidente, decidiu romper o silêncio sobre os conflitos internos do clã. Lemos, que foi responsável por coordenar a campanha na região Nordeste em 2018, descreveu o ambiente familiar como um verdadeiro caos.
Segundo Lemos, o comportamento dos filhos de Bolsonaro não é um fenômeno isolado, mas sim um reflexo direto da personalidade do próprio ex-presidente. Ele afirmou: "Quando você observa o arquétipo daquela família, aquilo é um caos". Para ele, as características de desajuste observadas em cada um dos filhos são, na verdade, manifestações de traços herdados de Jair Bolsonaro.
Durante a entrevista, Lemos ofereceu uma análise detalhada sobre cada um dos filhos do ex-presidente. Flávio Bolsonaro foi descrito com adjetivos contundentes, como "malandro" e "desonesto". Já Eduardo Bolsonaro foi destacado por seu forte ego e acusado por Lemos de ter conspirado contra o Brasil durante sua estadia nos Estados Unidos.
O caso de Carlos Bolsonaro foi considerado o mais preocupante por Lemos, que afirmou que ele apresenta problemas psicológicos profundos e um perfil antissocial. O ex-coordenador também relatou ter presenciado situações estranhas na residência do vereador, envolvendo o uso de armamentos e comportamentos que classificou como "pirados".
Além das críticas individuais, Lemos ainda comentou sobre a relação interna da família, que ele descreveu como repleta de conflitos graves. Ele mencionou que ofensas pesadas, como "canalha" e "vagabundo", são comuns nas interações entre pai e filhos. Lemos concluiu sua análise afirmando que essa instabilidade pessoal afeta diretamente a capacidade de gestão e a estabilidade política, ressaltando que "não é possível governar um Brasil se sua vida pessoal é um caos".
Fonte: D24AM