Ex-funcionários da Mamute fazem protesto por rescisões pendentes há 4 anos
Um grupo de ex-funcionários da Mamute Conservação protestou em Manaus, exigindo o pagamento de verbas rescisórias que estão atrasadas desde a troca de empresa em 2022.

Na manhã desta terça-feira (18), ex-funcionários da Mamute Conservação, Construção e Pavimentação realizaram um protesto na sede do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Amazonas (SEEACEAM), em Manaus. Os manifestantes exigem o pagamento das verbas rescisórias que, segundo eles, permanecem pendentes há 4 anos, desde o término do contrato da empresa com a Prefeitura de Manaus.
A crise teve início em julho de 2022, quando a Mamute deixou de prestar serviços de limpeza pública e a Murb Serviços assumiu a operação. Naquela época, aproximadamente 1,5 mil trabalhadores estavam vinculados à Mamute, e, embora alguns tenham sido transferidos para a nova empresa, muitos acabaram enfrentando problemas trabalhistas que se arrastam até o presente momento.
Os relatos apresentados ao Ministério Público do Trabalho (MPT) indicam que aqueles selecionados para a Murb não receberam informações claras sobre a continuidade do vínculo com a Mamute e sobre o pagamento das rescisões. De acordo com um dos ex-funcionários, muitos se viram obrigados a pedir demissão da Mamute para serem admitidos na Murb, o que resultou na perda de direitos a verbas rescisórias que deveriam ter sido pagas imediatamente.
Durante o protesto, um trabalhador destacou que a justificativa da empresa para o não pagamento das rescisões é que a Prefeitura de Manaus não teria repassado os recursos necessários. O proprietário da Mamute afirmou que, durante a gestão de David Almeida e com o subsecretário Sabá Reis, a Prefeitura não enviou a verba rescisória, embora ele tenha um comprovante de que R$ 3,5 milhões foram transferidos pela Prefeitura para efetuar esses pagamentos.
A situação é conhecida pelos órgãos de fiscalização, pois em julho de 2022, logo após a troca das empresas, o MPT já estava investigando o caso. O presidente do SEEACEAM, Benilson, informou que o sindicato entrou com ações trabalhistas e colaborou com o MPT, resultando em decisões favoráveis para os trabalhadores. Atualmente, o processo está em fase de atualização dos cálculos, com um prazo até o final de agosto para a conclusão, mas até agora, os ex-funcionários ainda aguardam o recebimento de seus direitos trabalhistas.
Fonte: D24AM