Existem Faróis na Amazônia? Entenda a Sinalização Náutica da Região
A sinalização náutica na Amazônia apresenta características únicas, com faróis e faroletes que garantem a segurança das navegações nos rios da região.

A imagem clássica de grandes torres iluminadas em ilhas ou penhascos não se aplica da mesma forma na Amazônia. A sinalização náutica na região é adaptada às suas particularidades e desempenha um papel fundamental na segurança dos navegantes que percorrem os rios. Embora a crença popular sugira a presença de faróis, a realidade é mais complexa e varia conforme a jurisdição da Marinha do Brasil.
Na Amazônia Ocidental, que abrange os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, não existem faróis, mas sim faroletes, que são estruturas de sinalização de menor alcance. Já na Amazônia Oriental, que inclui Amapá, Pará e Maranhão, há 15 faróis e 33 faroletes. A diferença entre esses equipamentos não está apenas em seu tamanho, mas também na distância que suas luzes alcançam e nas funções específicas que desempenham na navegação.
Os faróis são definidos como auxílios à navegação de estrutura fixa, com alcance luminoso superior a 10 milhas náuticas, enquanto os faroletes possuem alcance igual ou inferior a essa medida. Essa classificação é baseada em normas estabelecidas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). Portanto, apesar de sua aparência, muitos dos equipamentos que podem ser confundidos com faróis são, na verdade, faroletes, desempenhando uma função crucial para a navegação em áreas de risco.
Para os navegantes, identificar corretamente esses sinais é essencial. Cada farolete possui características luminosas específicas, como cor e ritmo, que permitem que os navegantes consultem publicações náuticas para determinar sua localização. O diretor do CHN-9, Fábio Luis Moreira Jacobucci Bambace, destaca que essas características são como uma assinatura, ajudando os navegantes a evitar perigos como bancos de areia e pedras submersas.
A manutenção e a operacionalidade desses sinais são de responsabilidade da Marinha, que fiscaliza tanto os equipamentos públicos quanto os privados. Além dos faróis e faroletes, a Marinha também mantém cartas náuticas que reúnem informações sobre profundidades e perigos à navegação. Em um ambiente onde os rios são as principais vias de transporte, a sinalização adequada é vital para garantir a segurança de todos os usuários, desde grandes embarcações até pequenas canoas de comunidades ribeirinhas.
Fonte: Portal Amazônia