Falece a ativista e feminista Amelinha Teles aos 81 anos
Amelinha Teles, ativista política e feminista, faleceu na terça-feira, dia 15, aos 81 anos. Conhecida por sua luta contra a repressão durante a ditadura militar, sua trajetória é marcada por coragem e resistência.

Amelinha Teles, uma proeminente ativista política e feminista, faleceu nesta terça-feira, 15 de agosto, aos 81 anos. Sua vida foi marcada por um forte engajamento político, especialmente durante o período da ditadura militar no Brasil, que a levou a ser presa em 28 de dezembro de 1972.
Durante sua detenção na Operação Bandeirantes (Oban), Amelinha enfrentou severas sessões de tortura sob o comando do major do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, que na época chefiava o DOI-Codi de São Paulo. Ela não apenas sofreu na pele as consequências da repressão, mas também presenciou o assassinato de seu companheiro de militância, Carlos Nicolau Danielli.
Além de ser presa, Amelinha viu seus filhos, Edson e Janaína, que na época tinham apenas 4 e 5 anos, serem sequestrados e levados à Oban, onde tiveram que testemunhar a tortura dos pais. Sua história é um exemplo trágico das violentas violações de direitos humanos que marcaram aquele período.
No campo da luta pelos direitos das mulheres, Amelinha teve um papel significativo na criação e efetivação da Lei Maria da Penha, além de ter contribuído como advogada e educadora, formando Promotoras Legais Populares. Ela também participou do podcast Perdas e Danos, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde discutiu as consequências do regime militar.
Amelinha Teles deixou um legado importante ao enfatizar a necessidade de confrontar o passado, afirmando: "Nós temos que enfrentar o passado, sim, porque o presente está sendo ameaçado o tempo todo com os fantasmas do passado." A Rede de Desenvolvimento Humano prestou homenagem à ativista, destacando que sua coragem e memória continuarão a inspirar futuras gerações na luta por um mundo mais justo.
Fonte: D24AM