Febre amarela se expande na Bolívia e preocupa especialistas
O aumento de casos de febre amarela na Bolívia, incluindo três mortes, revela uma mudança preocupante no comportamento da doença, que está se expandindo para novas áreas.

A febre amarela, uma doença tradicionalmente associada a regiões tropicais, está se expandindo para áreas não habituais, como demonstram os recentes casos na Bolívia. Especialistas apontam que o aumento de infecções e as três mortes confirmadas indicam uma mudança alarmante no padrão de disseminação do vírus.
De acordo com o Dr. José Antonio Montecinos, professor do programa de medicina da Universidade Franz Tamayo (Unifranz), as causas desse aumento são variadas, envolvendo fatores biológicos, ambientais e sociais. Ele destaca que essa combinação está possibilitando a migração da doença para regiões temperadas de maior altitude, onde antes não era comum.
Um dos fatores que contribuem para essa situação é a adaptabilidade dos mosquitos vetores da febre amarela, que estão se expandindo em sua distribuição geográfica. Além disso, o desmatamento e intervenções humanas em ecossistemas naturais estão aumentando o contato entre pessoas, mosquitos e reservatórios do vírus, intensificando a disseminação.
A migração de trabalhadores para regiões de selva, especialmente para atividades agrícolas ou extrativas, também é um ponto importante. Esses trabalhadores podem transportar a infecção para outras áreas, aumentando o risco de transmissão e a possibilidade de urbanização do vírus, o que seria um agravante para a saúde pública.
Diante desse cenário, a vacinação é vista como a principal estratégia de prevenção. Contudo, a baixa cobertura vacinal em algumas regiões torna a população mais vulnerável. Montecinos ressalta a importância de promover a vacinação e implementar ações de vigilância epidemiológica, além de campanhas informativas que ensinem a população sobre os riscos e a necessidade de buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas como febre e mal-estar.
Fonte: Portal Amazônia