Fiéis enfrentam restrições em igreja de Manaus frequentada por David Almeida
Um templo da Igreja Adventista em Manaus gerou polêmica após restringir acesso a visitantes. A congregação defende que as normas são para segurança e organização.

Em Manaus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, especificamente o Espaço Alpha, está no centro de uma controvérsia após implementar um método de controle de acesso que impediu fiéis de participarem dos cultos. Frequentadores, incluindo pessoas que não pertencem à congregação, relataram nas redes sociais que foram barrados na entrada, gerando indignação entre a comunidade.
De acordo com os relatos, o templo utiliza um sistema de reconhecimento facial para controlar a entrada dos participantes. Aqueles que não são membros cadastrados foram informados de que, devido à capacidade máxima do espaço, a prioridade é dada aos fiéis que pertencem à unidade. Uma publicação viralizou quando uma família se deparou com essa situação ao tentar acessar o culto.
Um dos relatos destacou que ao tentar entrar, o reconhecimento facial negou o acesso ao marido, resultando na exclusão de toda a família do culto. Além disso, os responsáveis pela congregação orientaram que visitantes deveriam solicitar autorização previamente, durante a semana, para obter um QR Code que garantiria o acesso em outra ocasião.
A situação gerou reações mistas entre os membros da igreja. Muitos expressaram surpresa e desapontamento com a nova política, afirmando que nunca tinham presenciado restrições desse tipo em sua história. Um fiel, que tem mais de 20 anos de experiência na congregação, comentou que a experiência de ser barrado em um culto é desconcertante e desestimulante, especialmente para aqueles que buscam se integrar à fé.
Por outro lado, alguns frequentadores defenderam a prática, argumentando que a restrição é uma medida de segurança e que a cidade possui várias outras congregações adventistas onde os fiéis podem cultuar. A igreja, em uma nota oficial, lamentou os constrangimentos e esclareceu que o cadastro é uma medida administrativa, sem relação com práticas políticas, afirmando que as informações coletadas são usadas apenas para fins pastorais.
Fonte: D24AM