Flávio Bolsonaro acusa Flávio Dino de motivação política em operação da PF contra produtora de Dark Horse
Flávio Bolsonaro acusa ministro Flávio Dino de motivação política na operação da PF contra produtora do filme Dark Horse, que investiga uso de emendas parlamentares no financiamento.

O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de agir por motivação política ao autorizar a operação da Polícia Federal contra a produtora do filme Dark Horse nesta quinta-feira (10). Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento da biografia cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa, foram alvos de buscas. As defesas dos dois foram procuradas, mas não responderam às solicitações de comentários. Os investigadores suspeitam que o dinheiro de emendas parlamentares tenha sido desviado para financiar o filme, que tem o envolvimento de Flávio Bolsonaro.
O senador pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto e afirmou que mais de R$ 60 milhões já foram pagos. Em entrevista na cidade de Boa Vista, Flávio Bolsonaro respondeu a perguntas sobre a investigação policial contra uma aliada e criticou Dino, afirmando que a operação só foi deflagrada porque, em sua visão, está bem posicionado nas pesquisas eleitorais, inclusive à frente do presidente Lula (PT) em algumas sondagens para o segundo turno.
"Não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, já cansei de falar. O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. Qual é o fundamento dessa operação? Político", declarou ele. Questionado sobre o impacto da operação em sua campanha, disse ter "implicância zero". Também afirmou que Lula "já abandonou a campanha política" e que o presidente "está contando com seus amigos no Supremo para levar (a eleição) no tapetão", mas que "vai perder no voto, vai perder no tapetão".
Flávio Bolsonaro abordou a crise que desgasta o STF, disse que a Corte precisaria ter feito uma autocontenção há muito tempo e criticou a concentração de poderes no ministro Alexandre de Moraes, afirmando que isso foi feito para tirar Jair Bolsonaro, com o pretexto de salvar a democracia. "Hoje o último obstáculo para que o Brasil não vire uma ditadura de vez chama-se Flávio Bolsonaro. É o Flávio Bolsonaro que vai resgatar a democracia. É o Flávio Bolsonaro que vai proteger o Supremo de pessoas como o Alexandre de Moraes", afirmou o senador, cujo pai foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após a derrota para o PT em 2022. O bolsonarismo vinha explorando o escândalo no STF, e um membro da campanha afirmou que o candidato se beneficia enquanto Moraes estiver sob pressão, e que uma eventual solução da crise, como o afastamento do ministro, seria ruim para a campanha.
Na sexta-feira (11), Flávio Bolsonaro estará em Manaus, onde visitará a unidade fabril da Moto Honda pela manhã e, no fim da tarde, participará de um grande encontro da Força da Direita do Amazonas. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado pelo PL, Hélio Bolsonaro e Antônio Carlos Nicoletti, durante sua agenda na região Norte.
Fonte: Amazonas Atual