Lula afirma que Banco Master seria investigado com seriedade
O presidente Lula declarou que o Banco Master foi fechado por sua gestão e que a investigação será conduzida de forma rigorosa. Ele ressaltou que o banco, criado durante o governo Bolsonaro, não tinha interesse em ser fechado.

Na última quinta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma entrevista ao SBT News, onde comentou sobre seu encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, realizado em dezembro de 2024. Durante essa conversa, Lula afirmou que o Banco Master seria investigado com seriedade e que a decisão de fechar a instituição se deu por irregularidades constatadas na sua gestão.
Lula relatou que Vorcaro o procurou alegando estar sendo perseguido, mas deixou claro que a análise do Banco Master seria feita com a mesma rigidez aplicada a qualquer instituição financeira. “Ninguém tem interesse em fechar banco. Agora, você tem que estar correto, se não nós fechamos. Foi o que aconteceu, ele não estava correto, o banco foi fechado e ele foi preso”, declarou o presidente.
Essa investigação em torno do Banco Master tem gerado repercussões significativas, especialmente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), onde a popularidade do petista tem sido afetada. Para evitar prejuízos eleitorais, Lula enfatizou a importância de esclarecer à população que o Banco Master foi criado durante o governo Bolsonaro, e que a prisão de Vorcaro e o fechamento do banco ocorreram durante sua administração.
As investigações sobre o Banco Master também têm implicações que vão além do Judiciário, atingindo outros poderes. No Legislativo, senadores como Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA) estão sob investigação, assim como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é acusado de solicitar mais de R$ 120 milhões ao banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em 29 de novembro de 2025, quando tentava embarcar para Dubai, sendo solto após 11 dias. Contudo, ele foi novamente detido preventivamente em 4 de março deste ano, enfrentando acusações graves que incluem organização criminosa, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção e rombos bilionários relacionados à liquidação do banco.
Fonte: Amazonas Atual