Flávio Bolsonaro e Romeu Zema apoiam empresários em debate sobre trabalho
Durante uma sabatina da CNI, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema defenderam a flexibilização das leis trabalhistas e criticaram a legislação ambiental. O evento destacou a urgência de mudanças no cenário trabalhista brasileiro.

SÃO PAULO – Em um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última segunda-feira (22), os pré-candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), uniram suas vozes em defesa dos interesses empresariais, especialmente no que tange à flexibilização das leis trabalhistas e à legislação ambiental no Brasil. O encontro, realizado em Brasília, culminou em aplausos da plateia após as declarações alinhadas dos candidatos.
As falas dos pré-candidatos ocorreram em um contexto de fragilização das normas ambientais, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca acabar com a jornada de trabalho 6×1 ainda parada no Senado, após ter sido aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), tem sido apontado como um dos responsáveis por adiar o avanço dessa proposta, favorecendo uma alternativa que permita a negociação de jornadas de trabalho entre patrões e empregados.
Na sabatina, o empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, enfatizou a necessidade de revisitar as diretrizes da reforma trabalhista de 2017, sob o governo de Michel Temer. Ele criticou o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lembrando que a reforma nunca foi completamente revogada, mas alguns de seus pontos foram considerados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio Bolsonaro, que foi o segundo a se apresentar, falou sobre a importância de garantir creches e maior flexibilidade na jornada de trabalho, visando facilitar a vida das mães que buscam conciliar emprego e cuidados com os filhos. Ele também se manifestou contra a atual reforma tributária e sugeriu uma revisão para reduzir a carga de impostos, propondo uma “agenda negativa” para diminuir o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para 20%.
O evento não abordou a crescente influência das casas de apostas online, um tema levantado pela própria CNI como um dos fatores que contribuem para o endividamento da população. Além de Zema e Bolsonaro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também participou da sabatina. Ele criticou a legislação ambiental atual, alegando que ela cria obstáculos para o agronegócio e prometeu priorizar a recuperação de mananciais e nascentes, reafirmando seu compromisso com os interesses da indústria.
Fonte: Amazonas Atual