Frota de ônibus em Manaus volta a 80% nesta terça após paralisação
Os ônibus em Manaus começaram a circular novamente após decisão judicial, com 80% da frota em operação. A paralisação ocorreu devido a atrasos salariais dos rodoviários.

Na manhã desta terça-feira (21), os ônibus do transporte público de Manaus começaram a deixar as garagens, após a paralisação dos rodoviários que teve início na segunda-feira (20). Os primeiros veículos saíram por volta das 4h40 e, conforme informações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), cerca de 80% da frota já está em circulação.
A retomada das operações foi possível após a intervenção do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que determinou a manutenção de uma frota mínima durante o movimento. A decisão judicial também estipulou uma multa de R$ 120 mil por hora ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) caso haja descumprimento da ordem.
De acordo com a determinação do desembargador David Alves de Mello Junior, 80% dos ônibus devem operar durante os horários de pico, que vão das 6h às 9h e das 17h às 20h. Nos demais períodos, o percentual mínimo de circulação exigido é de 50%.
Além de garantir a circulação dos veículos, a Justiça também proibiu qualquer ação que impeça a saída dos ônibus das garagens. Manifestações relacionadas ao movimento devem ocorrer a pelo menos 200 metros das entradas das empresas de transporte.
A paralisação dos rodoviários foi motivada pelo atraso no pagamento dos salários. O Sindicato dos Rodoviários afirmou que as empresas não cumpriram uma decisão judicial anterior que exigia o pagamento de 40% dos salários até o dia 20 de cada mês, ou no dia útil anterior em caso de fins de semana ou feriados, e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. As principais reivindicações da categoria incluem o cumprimento do calendário de pagamento judicial, a regularização dos salários e a garantia dos direitos trabalhistas estabelecidos em acordo entre trabalhadores e empresas de transporte coletivo.
Fonte: D24AM