Fumaça volta a encobrir Manaus e qualidade do ar permanece crítica
A capital do Amazonas enfrenta mais uma manhã sob fumaça, com a qualidade do ar severamente prejudicada. A situação é resultado das queimadas na Amazônia e da estiagem.

Manaus, a capital amazonense, amanheceu mais uma vez sob uma densa camada de fumaça nesta quinta-feira (24), completando cerca de duas semanas de qualidade do ar severamente comprometida.
Impulsionado pela estiagem e pelo avanço das queimadas na Amazônia, o cenário levou a Prefeitura de Manaus a colocar a capital em estado de atenção. Na quarta-feira (23), a cidade chegou a registrar a segunda pior qualidade do ar entre os municípios brasileiros.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mostram que os níveis de partículas finas (MP2,5) estão muito acima do limite considerado crítico. Na escala do sistema, concentrações acima de 125 µg/m³ já entram na pior faixa (“péssimo”), mas os registros superaram largamente esse patamar.
Origem da fumaça e alta nas queimadas
De acordo com a Prefeitura de Manaus, a névoa que sufoca a capital provém de queimadas em diferentes regiões da Amazônia, com forte incidência em municípios da Região Metropolitana de Manaus e na calha leste do estado.
O agravamento do quadro reflete diretamente o aumento drástico dos incêndios florestais. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o Amazonas acumulou 3.240 focos de queimadas entre 1º e 22 de setembro — um salto expressivo de 244% em comparação ao mesmo período de 2025.
Fonte: D24AM