Incêndio em Iranduba destaca aumento alarmante de queimadas no Amazonas
Um grande incêndio em Iranduba, registrado na quarta-feira (23), revela o crescimento preocupante dos focos de queimada no Amazonas, com aumento de 282% em setembro.

Na noite de quarta-feira, dia 23, imagens impressionantes capturadas pelo fotógrafo Chico Batata mostram a gravidade de um incêndio florestal em Iranduba, localizado a 27 quilômetros ao sudoeste de Manaus. As chamas afetaram uma extensa área de vegetação nas proximidades do Distrito de Cacau Pirêra, levando à mobilização de equipes do Corpo de Bombeiros, que trabalharam arduamente para controlar o fogo.
Embora as chamas sejam visíveis a uma grande distância, Batata enfatiza a importância de considerar as consequências ambientais e os efeitos da densa fumaça que se espalhou pela atmosfera. O fotógrafo observou que, apesar da aparência pontual do incêndio, a fumaça revela a verdadeira escala do desastre, descrevendo a situação como uma "noite de fogo no interior do Amazonas".
O incêndio em Iranduba não é um caso isolado, mas sim um reflexo do aumento significativo nos focos de queimada durante o atual período de estiagem no estado. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 2.384 focos de calor no Amazonas entre os dias 1º e 19 de setembro de 2026, o que representa um crescimento alarmante de 282,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando foram identificados apenas 624 focos.
Esse aumento é notável, com cerca de 1.760 registros a mais do que no ano passado, e o volume de focos neste mês é 3,82 vezes maior do que nos primeiros 19 dias de setembro de 2025. Esse cenário preocupante coincide com a época de estiagem no estado, que resulta em episódios de fumaça e na drástica deterioração da qualidade do ar, especialmente em Manaus.
Importante destacar que a fumaça que afeta a capital amazonense não se origina apenas de incêndios na cidade, mas também de queimadas em municípios do interior e da Região Metropolitana, como Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru. Essa situação ressalta a necessidade urgente de ações efetivas para combater as queimadas e mitigar seus impactos ambientais e à saúde da população.
Fonte: D24AM