Glossário explica termos como cunhã-poranga e brincante no Festival de Parintins
Glossário reúne termos como cunhã-poranga, brincante e contrário, explicando o vocabulário típico do Festival Folclórico de Parintins, realizado anualmente no Amazonas.

O Festival Folclórico de Parintins, realizado anualmente no final de junho na ilha de Parintins, Amazonas, reúne milhares de torcedores e turistas em uma celebração marcada pela tradição, rivalidade e identidade cultural. O evento é protagonizado pelos bois-bumbás Boi Garantido e Boi Caprichoso, e possui um vocabulário próprio que ajuda a contar a história e a cultura amazônica dentro e fora da arena.
Para facilitar a compreensão do público sobre as expressões mais comuns do festival, foi criado um glossário com palavras e termos usados pelos bois e suas torcidas durante o espetáculo. Entre os termos tradicionais estão “brincante”, que designa o folião do Boi-Bumbá, “galera”, nome dado às torcidas organizadas, e “cunhã-poranga”, termo indígena usado para a mulher bonita da aldeia.
Outros termos importantes incluem “contrário”, usado para se referir ao boi adversário sem citar seu nome, e “tripa do boi”, que é o artista responsável por dar vida ao boi de pano durante a apresentação. O “Amo do Boi” é o cantor e compositor que exalta o próprio boi e desafia o adversário, além de representar o dono da fazenda e pai da Sinhazinha. O “levantador de toadas” interpreta as músicas do boi, enquanto grupos musicais como a “Batucada” do Garantido e a “Marujada” do Caprichoso dão ritmo às apresentações, comandados por maestros chamados de “pearas” ou “mestres”.
O festival acontece no Bumbódromo, arena com capacidade para quase 15 mil pessoas, onde são julgados 21 itens, incluindo personagens como a “Rainha do Folclore”, a “Sinhazinha da Fazenda” e o “Pajé”. Outros termos do glossário são “encarnado” (torcedor do Garantido), “FAB” (Força Azul e Branca, torcida do Caprichoso), “QG” (Quartel General dos bois), “toada” (música do boi-bumbá), “pearas” (maestros da Batucada), “contrário” (boi adversário), “tucandeira” (formiga amazônica usada em rituais) e “unankiê” (ritual indígena presente nas apresentações).
O glossário também explica expressões como “curral” (local de ensaios e preparação dos bois), “galera” (torcidas que contam pontos para os jurados), “marujada” (grupo musical do Caprichoso), “pearas” (maestros), “QG” (local de confecção de fantasias e alegorias), além de personagens do folclore como “sucurijú” (cobra preta lendária) e “curupira” (protetor da floresta). O vocabulário do Festival de Parintins reflete a riqueza cultural da região e auxilia o público a compreender melhor cada elemento das apresentações.
Fonte: Portal Amazônia