Governador Roberto Cidade defende empréstimos e critica senadores do Amazonas
Em entrevista, o governador Roberto Cidade atribuiu a senadores do Amazonas o bloqueio de um empréstimo com o Banco Mundial, essencial para a reestruturação da dívida do Estado.

MANAUS – O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), que está em campanha pela reeleição, defendeu a necessidade de contratações de empréstimos pelo Estado. Ele responsabilizou senadores do Amazonas pelo impedimento de uma operação de crédito com o Banco Mundial, que visa a substituição de dívidas antigas por outras com juros mais baixos.
Durante uma entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (10) ao G6, um grupo de veículos de comunicação, Cidade não mencionou os nomes dos parlamentares que, segundo ele, estão dificultando a operação. Os senadores Omar Aziz, candidato ao governo, e Eduardo Braga, que faz parte da coligação de Aziz, são os principais oponentes de Cidade na corrida eleitoral.
O governador afirmou que a operação com o Banco Mundial permitiria ao Estado trocar dívidas contraídas por gestões anteriores por uma dívida com custos financeiros reduzidos. Cidade explicou que essa medida não visa gerar novas despesas, mas sim melhorar a saúde financeira do Estado ao reduzir as obrigações financeiras existentes.
Comparando a operação a uma renegociação de dívida, ele exemplificou que, caso uma pessoa deva R$ 100 mil a um banco, ao renegociar, poderia reduzir esse valor para R$ 70 mil, resultando em uma economia de R$ 30 mil. Cidade acredita que a substituição das dívidas pode gerar uma economia inicial de cerca de R$ 100 milhões e, nos próximos oito anos, essa redução pode ultrapassar R$ 1 bilhão.
Além disso, o governador mencionou outra operação de crédito no valor de R$ 1,4 bilhão com o Banco do Brasil, que está em fase final e será destinada a investimentos em diversas áreas, incluindo saúde e infraestrutura. Cidade destacou que o Amazonas possui condições fiscais adequadas para assumir novas dívidas e ressaltou que a situação fiscal da prefeitura de Manaus é diferente da do Estado, argumentando que a aprovação de empréstimos é justificada quando há capacidade financeira para isso.
Fonte: Amazonas Atual