Ministro do STF autoriza operação da PF contra deputado do PL
O ministro Flávio Dino retirou o sigilo da decisão que autorizou busca e apreensão em investigação sobre emendas parlamentares destinadas ao filme 'Dark Horse'.

BRASÍLIA – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo da decisão que permitiu a operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 10 de outubro. Essa ação investiga o repasse de emendas parlamentares para empresas que estão ligadas ao filme 'Dark Horse', que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL.
A decisão que autorizou a operação foi proferida no dia 3 de setembro e já previa a possibilidade de que, após a realização das buscas, o sigilo fosse levantado. A PF está cumprindo 49 mandados de busca e apreensão nesta data, com foco em endereços relacionados a 53 pessoas e empresas.
Entre os alvos da operação estão Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go UP Entertainment Ltd, a produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo, que é um dos roteiristas da obra. As defesas de ambos foram contatadas para se manifestar, e o espaço permanece aberto para suas declarações.
Na mesma decisão, o ministro Dino impôs medidas restritivas aos investigados, como a proibição de comunicação entre eles e a determinação de que não deixem o país. Os investigados deverão entregar seus passaportes ao STF como parte das condições impostas pela investigação.
Em 2024, Mario Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina da Gama. A investigação da PF foca em contratos firmados pelo ICB e pela Academia Nacional de Cultura (ANC), também sob a presidência de Karina, com empresas que têm vínculos com doadores de campanha de Frias, além de ex-assessores e o advogado do deputado. Há suspeitas de que alguns desses contratos possam ser simulados ou fraudulentos, segundo os investigadores.
Fonte: Amazonas Atual