Governo brasileiro busca retirar Discord do ar após tragédia com adolescente
A Advocacia-Geral da União solicitará à Justiça a remoção da rede social Discord após um caso trágico envolvendo uma adolescente. O pedido segue um relato preocupante sobre a falta de proteção na plataforma.

BRASÍLIA – A Advocacia-Geral da União (AGU) tomará medidas legais para solicitar a retirada da rede social Discord do ar. A informação foi divulgada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, na última quinta-feira (6), durante um evento que sancionou uma nova lei que aumenta as penalidades para crimes digitais contra crianças e adolescentes.
Messias mencionou que, durante o evento, recebeu informações do secretário nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Fernandes. Ele relatou que a Justiça havia negado um pedido da polícia para suspender a operação da rede social, levando Messias a decidir por uma ação civil pública para responsabilizar a plataforma.
“Vou solicitar ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que me envie todas as informações relevantes sobre o Discord. Com isso, poderemos entrar com uma ação solicitando a imediata responsabilização e a suspensão do uso da plataforma no Brasil, já que ela não demonstra compromisso com a legislação brasileira e falha na proteção de crianças e adolescentes”, afirmou Messias.
Esse movimento surge em resposta a um caso alarmante que ocorreu em 22 de julho, quando uma adolescente cometeu suicídio ao vivo na plataforma. A transmissão durou cerca de 45 minutos, e antes do ato, a jovem foi coagida por criminosos a torturar e matar um gato, o que não ocorreu.
A ocorrência gerou a Operação Lívia, que foi conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com o apoio do Ministério da Justiça. A ação resultou na apreensão de cinco menores de idade, entre 13 e 18 anos, em cinco diferentes estados do Brasil. É fundamental que adolescentes e qualquer pessoa que esteja enfrentando pensamentos suicidas busquem apoio em sua rede de suporte, que pode incluir familiares, amigos e profissionais de saúde.
Fonte: Amazonas Atual