Pular para o conteúdo
Caboclo News

Amazonas em foco

Política

Governo Brasileiro Pede Desculpas pelo Desaparecimento de Estudante na Ditadura

Após 45 anos, o governo emite pedido de desculpas pelo desaparecimento de Paulo de Tarso Celestino. O ato é um reconhecimento das violações de direitos humanos durante a ditadura militar.

Ana Beatriz Souza2 min de leituradireitos humanos, ditadura, reparação
Governo Brasileiro Pede Desculpas pelo Desaparecimento de Estudante na Ditadura
Foto: (Foto: AGÊNCIA BRASIL/FERNANDO FRAZÃ)

Em Brasília, o governo brasileiro fez um pedido público de desculpas pelo desaparecimento de Paulo de Tarso Celestino da Silva, um ex-aluno de Direito da Universidade de Brasília (UnB), que foi vítima da repressão durante a ditadura militar aos 27 anos. O ato ocorreu durante uma cerimônia na UnB, com a presença de familiares, ex-colegas, membros da Comissão de Mortos e Desaparecidos e da Comissão de Anistia.

O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania explicou que este ato simbólico busca promover uma reparação não apenas a Paulo de Tarso e sua família, que sofreram diretamente com a repressão, mas também à sociedade brasileira como um todo. Natural de Morrinhos (GO), Paulo de Tarso foi filho de Pedro Celestino da Silva, um deputado federal cassado pelo AI-5 e completou sua graduação em 1969.

Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Paulo de Tarso também fez pós-graduação na Universidade de Sorbonne, na França. Ele foi considerado morto pela Lei 9.140, de 1995, que reconhece a morte de pessoas que foram detidas por agentes públicos durante a ditadura. O desaparecimento aconteceu em 12 de julho de 1971, quando foi capturado no Rio de Janeiro por agentes do DOI-CODI do I Exército.

Publicidade
Espaço Publicitário · 300×250

O depoimento de outra ex-presa política, Inês Etienne Romeu, trouxe à tona detalhes sobre o desaparecimento de Paulo de Tarso. Inês relatou que ele foi levado para o centro clandestino conhecido como “Casa da Morte”, em Petrópolis, onde foi submetido a torturas severas. Os relatos indicam que os corpos dos presos políticos executados nesse local eram esquartejados para dificultar a identificação.

A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Melo, fez o pedido de desculpas oficial, reconhecendo a responsabilidade do Estado pelas violências cometidas. Ela destacou que o desaparecimento de Paulo de Tarso ilustra uma das faces mais cruéis da repressão estatal. O ato de desculpas é parte de uma série de iniciativas para promover a memória e a verdade sobre o passado da ditadura militar, reconhecendo que os efeitos desse período ainda repercutem na sociedade brasileira atual.

Fonte: D24AM

Compartilhar

Siga o Caboclo News

Publicidade
Espaço Publicitário · 320×50