Governo critica Flávio Bolsonaro por proposta de adiar tarifaço
O governo Lula criticou Flávio Bolsonaro por sugerir o adiamento do tarifaço em audiência nos EUA, afirmando que sua postura visou objetivos eleitorais.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou sua crítica ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua participação em uma audiência pública nos Estados Unidos, realizada na terça-feira, dia 7. Na nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), o governo destacou que a postura do pré-candidato à Presidência evidenciou um "claro objetivo eleitoreiro" durante o debate.
Segundo o governo, enquanto Flávio Bolsonaro tentava politizar as relações entre Brasil e Estados Unidos, equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do Itamaraty, do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto estavam em reunião com técnicos do USTR, buscando solucionar o tarifaço que afeta o Brasil. A Secom afirmou que divergências políticas são legítimas, mas convocar uma potência estrangeira para pressionar o próprio país é visto como uma traição.
Na audiência, Flávio Bolsonaro foi o único brasileiro que não se posicionou contra o tarifaço, propondo apenas o seu adiamento. O governo ressaltou que, de um total de 78 inscritos para se manifestar, 63 se opuseram ao tarifaço e apenas 15 se mostraram a favor, sendo que entre os 34 brasileiros, apenas o senador não se manifestou contra as medidas adotadas.
A Secom também fez questão de lembrar que Flávio Bolsonaro não negou que a campanha de sua família foi a responsável pela origem do tarifaço. Além disso, criticou o senador por não reconhecer erros em sua atuação, que contraria os interesses da população brasileira, especialmente em relação a investigações de corrupção.
O governo Lula também rebatia as acusações feitas por Flávio contra o Palácio do Planalto, lembrando seus vínculos com Daniel Vorcaro, que recebeu pedidos de mais de R$ 130 milhões para a produção de um filme sobre seu pai. A nota ainda destacou a defesa do senador à revogação de decretos que combatem a violência contra mulheres e a circulação de conteúdos criminosos, afirmando que isso interessa apenas a quem lucra com o caos.
Fonte: Amazonas Atual