Governo Lula Atua para Evitar Dobro do Preço dos Combustíveis
Ações do governo brasileiro limitaram o impacto da alta dos combustíveis, que poderiam ter dobrado. Medidas incluem aumento do refino e desoneração tributária.

SÃO PAULO – De acordo com representantes do setor, se o governo brasileiro não tivesse tomado medidas para conter o impacto da alta dos preços do petróleo, os combustíveis poderiam estar custando praticamente o dobro do que são vendidos atualmente nas bombas. Essa situação se deve ao choque de preços internacionais desencadeado pela guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro.
A avaliação dos especialistas indica que a estratégia do governo incluiu um aumento no refino nacional, controle nos reajustes das refinarias, cortes de impostos e um pacote de subvenções. Essas ações ajudaram a manter a inflação sob controle no curto prazo, embora tenham causado distorções nos preços e reduzido a competitividade das refinarias privadas e importadores.
O presidente da Refina Brasil, Evaristo Pinheiro, destacou que, sem a subvenção governamental, o preço do diesel poderia ser o dobro do preço atual. Atualmente, a Petrobras está vendendo o diesel por R$ 3,57 por litro, enquanto o valor no mercado internacional é de R$ 7,497 por litro, representando apenas 47% do preço internacional.
Além disso, a gasolina na refinaria custa R$ 3,80 por litro, em contraste com os R$ 7 que são praticados no mercado internacional. Para minimizar o impacto do preço externo, a Petrobras aumentou sua produção, operando quase em sua capacidade máxima de 98%, e combinou essa política com subsídios e medidas do governo.
O governo também isentou impostos federais sobre a gasolina e prolongou a desoneração sobre o etanol. Essa política de subsídios e desonerações foi financiada em parte por receitas extraordinárias e pela tributação da exportação de petróleo. Pinheiro alerta que, embora essas medidas ajudem a conter a inflação no curto prazo, a viabilidade econômica das importações está em risco e problemas financeiros podem surgir no futuro.
Fonte: Amazonas Atual