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Governo relança Brasil Soberano para apoiar empresas afetadas por tarifas

O governo Lula apresenta a terceira fase do Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas impactadas por tarifas dos EUA. O plano visa minimizar os efeitos das novas tarifas sobre setores estratégicos.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraBrasil Soberano, tarifas, economia
Governo relança Brasil Soberano para apoiar empresas afetadas por tarifas
Foto: Embarque de contêineres em navios: novo plano Brasil Soberan destina crédito para empresas afetadas por tarifaço dos EUA (Foto: Secom/Divulgação)

SÃO PAULO – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relançou o plano Brasil Soberano, que tem como objetivo auxiliar empresas e setores que estão enfrentando dificuldades devido às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A terceira fase do programa foi revelada em uma cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 22 de novembro, após dois dias de reuniões com representantes do setor privado nacional.

O Brasil Soberano 3 contará com um montante de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito, que serão disponibilizadas para as empresas afetadas pelas tarifas, especialmente aquelas que estão sob a Seção 232 e Seção 301 da legislação americana. A Seção 232 refere-se a tarifas aplicadas por motivos de segurança nacional, afetando setores como aço e alumínio, enquanto a Seção 301 envolve questões relacionadas a práticas comerciais injustas, como desmatamento e pirataria.

Além disso, o plano beneficiará empresas que enfrentam desafios devido a conflitos internacionais, com foco em exportadoras para o Golfo Pérsico, e setores estratégicos, incluindo fertilizantes e minerais críticos. Entre os setores mais impactados pela Seção 232 estão os de aço, alumínio, automóveis e móveis, enquanto a Seção 301 afeta empresas de madeira, carvão, máquinas elétricas, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, comentou sobre a dificuldade de estimar o número de empresas que poderão se beneficiar do plano, informando que cerca de 2.400 empresas compõem a base exportadora para os EUA, com uma estimativa de que entre 1.000 e 1.400 empresas possam ser elegíveis, dependendo de sua exposição às tarifas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos como “injustas e injustificadas” e destacou que o governo está adaptando as respostas às necessidades do setor. A medida provisória com as diretrizes do Brasil Soberano 3 foi assinada pelo presidente Lula, e a regulamentação deve ser feita em breve. As taxas de juros para as linhas de crédito variam entre 3% e 8,3%, dependendo do tipo de financiamento, com recursos provenientes do Tesouro Nacional e do BNDES.

Fonte: Amazonas Atual

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