Histórias do Futebol Estão Preservadas nos Arquivos da Justiça
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro possui um acervo rico com histórias envolvendo o futebol, incluindo o furto da Taça Jules Rimet e o sequestro do pai de Romário.

Em Brasília, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) possui em seus arquivos diversas narrativas históricas que se entrelaçam com o universo do futebol. Entre essas histórias, destaca-se o furto da Taça Jules Rimet, que aconteceu em dezembro de 1983, na antiga sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), localizada na Rua da Alfândega, no centro do Rio de Janeiro.
Além do furto da taça, o acervo do TJRJ também guarda registros de disputas relacionadas ao álbum de figurinhas 'Heróis do Tri', lançado em 1988 para homenagear as vitórias do Brasil nas Copas de 1958, 1962 e 1970. O diretor da Divisão de Gestão de Documentos, Gilberto de Souza Cardoso, destaca que esses documentos são preciosos, especialmente em tempos de Copa do Mundo, pois revelam a relação afetiva que os brasileiros têm com o torneio.
Um dos casos mais emblemáticos é o furto da Taça Jules Rimet, que foi entregue ao Brasil após a conquista dos três títulos mundiais. O processo que investiga esse crime ficou por muito tempo sem identificação precisa, refletindo a má sorte que permeou a história do troféu. “Os autos mostram não apenas o crime, mas também a conexão emocional dos brasileiros com a Copa do Mundo”, afirma Gilberto.
Outro processo notável é aquele que envolveu ações judiciais de ex-jogadores, como Jairzinho e Carlos Alberto, contra a CBF e a Editora Abril, por uso indevido de suas imagens no álbum de figurinhas. A chefe de serviço Marileia Salazar ressalta que essas ações foram fundamentais para fortalecer a proteção dos direitos de imagem dos atletas, influenciando a legislação esportiva, que culminou na Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998).
Entre os casos que mais chamaram atenção está o sequestro do pai de Romário, ocorrido em 2 de maio de 1994, que mobilizou a opinião pública e as forças de segurança. O resgate de Edevair de Souza Faria, exigido por criminosos que pediam um resgate de US$ 7 milhões, foi realizado com sucesso após seis dias de cativeiro, sem que nenhum valor fosse pago. Gilberto ressalta que esses documentos ajudam a entender não apenas a trajetória dos atletas, mas também as transformações sociais que o futebol representa no Brasil.
Fonte: D24AM