Humorista Dunga Mesquita é denunciado por associação imprópria ao Festival de Parintins
O humorista Dunga Mesquita enfrenta denúncia no MP-AM por associar o Festival de Parintins à transmissão do HIV, gerando controvérsia e repercussão negativa.

Manaus - O humorista Dunga Mesquita foi alvo de uma denúncia formal ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) após a publicação de um vídeo em suas redes sociais. No vídeo, ele faz uma associação entre o Festival Folclórico de Parintins e a transmissão do vírus HIV, o que levou à representação registrada na Ouvidoria do órgão no dia 19 de outubro, sob o protocolo nº 11.2026.00006283-9.
A denúncia foi apresentada pelo professor e pesquisador Gabriel Mota, que argumenta que o conteúdo publicado no perfil do Instagram do humorista é discriminatório e alimenta o estigma contra pessoas que vivem com HIV/Aids. Mota destaca que as piadas feitas por Dunga sobre a condição de soropositivos carecem de embasamento científico e propagam informação falsa sobre o festival.
No vídeo, Dunga Mesquita afirma que o Festival de Parintins seria o período em que as pessoas mais contraem HIV, além de alegar que o município ocupa a segunda posição em casos de contágio no estado do Amazonas, tudo sem citar fontes oficiais. Essas afirmações geraram polêmica, especialmente após uma reportagem do portal Amazônia Press destacar trechos do material.
Além das declarações infelizes, a representação menciona expressões como “boi soropositivo”, usadas em tom de piada, e comentários que associam a infecção a perdas extremas de peso. Para Gabriel Mota, essas falas são altamente ofensivas e reforçam preconceitos, além de promoverem desinformação sobre a condição de vida das pessoas soropositivas.
O autor da denúncia argumenta que as ações de Dunga podem configurar crime de discriminação, conforme a Lei nº 12.984/2014, que pune atos discriminatórios contra pessoas vivendo com HIV/Aids. O documento enviado ao MP-AM solicita a abertura de uma notícia de fato, identificação do responsável pelo perfil junto à Meta (controladora do Instagram), preservação do material digital e investigação das responsabilidades civil e criminal. Mota já guardou o arquivo original do vídeo para servir como prova nas investigações.
Fonte: D24AM