Ingá-açu: O 'Algodão-doce' da Amazônia e Seus Benefícios
O ingá-açu, fruto típico da Amazônia, impressiona pelo sabor adocicado e pelo tamanho das vagens que podem ultrapassar 30 cm. Conheça suas características e benefícios para a saúde.

O ingá-açu, uma fruta nativa da Amazônia, tem ganhado destaque devido ao seu sabor doce e ao impressionante tamanho de suas vagens, que podem ultrapassar 30 centímetros. Essa árvore se adapta com facilidade a ambientes úmidos e é frequentemente encontrada em matas ciliares, especialmente em Rondônia e outros estados da Região Norte do Brasil.
Segundo a doutora em Botânica e professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura, o ingá-açu pertence à família das leguminosas, a mesma do feijão e da ervilha. Ela explica que essa árvore é típica da floresta amazônica e ocorre naturalmente em áreas próximas a rios, lagos e regiões de várzea, onde suas características se destacam.
O nome ingá-açu deriva do tupi, onde "ingá" significa "semente ensopada" ou "embebida", referindo-se à polpa que envolve as sementes, e "açu" significa grande, enfatizando o tamanho dos frutos. A espécie, identificada cientificamente como Inga cinnamomea, é encontrada em vários estados da Amazônia Legal, como Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Amapá, além de estar presente em países vizinhos como Peru, Colômbia, Equador e Bolívia.
Uma das características mais marcantes do ingá-açu é o tamanho de suas vagens, que possuem formato cilíndrico e casca firme. Quando abertas, revelam compartimentos internos com sementes envolvidas por uma polpa branca e suculenta, cujo sabor é descrito como bastante doce. Por isso, muitas pessoas referem-se a ele como o "algodão-doce da Amazônia".
A árvore do ingá-açu pode alcançar até 40 metros de altura na natureza, embora em pomares domésticos geralmente seja menor. É importante notar que, apesar da semelhança nos nomes, o ingá-açu não deve ser confundido com o ingá-cipó, que possui frutos mais finos e longos. Existem cerca de 300 espécies de ingá conhecidas, sendo aproximadamente 180 registradas na Amazônia.
Fonte: Portal Amazônia