Identificadas 87 áreas de risco em Rio Branco pelo Plano Municipal de Redução de Riscos
Um estudo do SGB revela 87 áreas de risco em Rio Branco, afetando cerca de 44 mil pessoas. O plano busca mitigar desastres e orientar o planejamento urbano.

O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco, no Acre, foi apresentado em 5 de agosto e identificou 87 áreas de risco geológico e hidrológico na capital. Este levantamento, realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com o Ministério das Cidades e com o apoio da Defesa Civil Municipal, abrange aproximadamente 44 mil pessoas que vivem nessas regiões vulneráveis.
O PMRR é um documento que reúne um mapeamento detalhado das áreas de risco relacionadas a fenômenos como inundações, deslizamentos, rastejo de solo e erosão fluvial. Além de identificar essas áreas, o plano também oferece recomendações para intervenções estruturais e não estruturais, visando subsidiar o planejamento urbano e ações de prevenção de desastres.
As investigações em Rio Branco foram realizadas em três etapas de campo, que ocorreram entre junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026. O estudo revelou que cerca de 60% das áreas de risco estão associadas a inundações, principalmente devido às cheias recorrentes do rio Acre e seus afluentes, com eventos extremos destacados nos anos de 2012, 2015, 2023 e 2024.
Os bairros mais afetados incluem Cidade Nova e Quinze, onde mais de 7,4 mil pessoas residem em setores classificados com risco alto. Outros bairros de destaque são Taquari, com aproximadamente 5,2 mil pessoas, 6 de Agosto, com cerca de 4,5 mil, e Recanto dos Buritis, onde vivem em torno de 3,5 mil pessoas em áreas mapeadas.
O mapeamento dos setores de risco foi realizado com base em metodologias reconhecidas nacionalmente e incluiu a participação de pesquisadores e representantes da comunidade. O próximo passo será a definição de prioridades e ações necessárias pelo município, utilizando o PMRR como um guia para captação de recursos e implementação de medidas preventivas contra desastres.
Fonte: Portal Amazônia