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Ideologia pesa mais à direita, mas não define eleição para governador do AM

Segundo Afrânio Soares, ideologia pesa mais à direita, mas outros fatores como alianças, gestão e histórico dos candidatos influenciam a eleição para governador do Amazonas.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraeleicoes, amazonas, ideologia
Ideologia pesa mais à direita, mas não define eleição para governador do AM
Foto: Pré-candidatos ao Governo do Amazonas (Foto: Divulgação)

MANAUS — O posicionamento ideológico deve influenciar mais os candidatos da direita, mas não será suficiente para definir o resultado da eleição para governador do Amazonas. Fatores como desempenho na gestão, alianças políticas, liderança pessoal, tempo de propaganda eleitoral e atuação nas redes sociais também devem impactar a escolha do eleitor, segundo o cientista político e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Afrânio Soares.

O professor Afrânio Soares avalia que o tom do debate entre os candidatos e a temperatura da campanha também serão determinantes. "Se vai ser uma campanha de baixaria para um lado, baixaria para o outro, denúncias daqui e dali, como está me parecendo que será. Vai depender da sensibilização do eleitor pelo que for dito sobre o candidato em quem ele pretendia votar", afirmou.

Até o momento, cinco nomes manifestaram intenção de disputar o Governo do Amazonas: Roberto Cidade (União Brasil), Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante), Maria do Carmo Seffair (PL) e Gilberto Vasconcelos (PSTU). Conforme o calendário eleitoral, as convenções partidárias poderão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. Parte dos pré-candidatos busca evitar a polarização ideológica e ampliar alianças, inclusive com partidos de esquerda.

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Na avaliação de Afrânio, Maria do Carmo é a única que assumiu claramente uma identidade ideológica, sendo percebida como candidata da direita, apoiada pelo bolsonarismo e, caso confirme a candidatura, provavelmente terá o apoio do senador Flávio Bolsonaro. Omar Aziz é apontado como o pré-candidato que mais dialoga com o campo da esquerda, principalmente pela proximidade com o governo federal, embora adote discurso mais amplo. No interior, Aziz se posiciona mais próximo do governo federal, enquanto em Manaus busca se distanciar da polarização.

Desde 2018, Manaus, que concentra mais da metade dos eleitores do estado, registra maior preferência por candidatos de direita nas eleições presidenciais, enquanto o interior apresenta comportamento mais à esquerda. Em 2022, Lula venceu Bolsonaro no Amazonas, mas foi derrotado em Manaus. Afrânio Soares destaca que parte do eleitorado de direita migra para o centro, e David Almeida tenta ocupar esse espaço ao apoiar Augusto Cury (Avante). Roberto Cidade também busca o centro, afirmando que "as portas estão abertas para todos". O professor ressalta que assumir posição ideológica muito definida pode limitar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado, e que outros fatores, como histórico dos candidatos e propostas, terão peso na decisão dos eleitores, especialmente entre os mais jovens.

Fonte: Amazonas Atual

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