IIAP cria bebida funcional com castanha amazônica para absorção de selênio
O IIAP desenvolverá uma bebida funcional a partir da castanha-da-amazônia, visando melhorar a absorção de selênio e gerar novas oportunidades econômicas em Madre de Dios.

O Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente do Peru, foi selecionado pela PROCIENCIA para desenvolver um projeto inovador. A iniciativa tem como objetivo produzir uma bebida funcional a partir da castanha-da-amazônia, que proporcionará uma melhor absorção de selênio pelo organismo.
A proposta utilizará subprodutos da castanha, como castanhas quebradas e torta de castanha, que atualmente têm pouco valor comercial. A bebida será elaborada por meio de um processo de fermentação, visando não apenas a redução do desperdício, mas também a diversificação de produtos derivados da castanha, aumentando os rendimentos para as famílias colhedoras em Madre de Dios.
Este projeto se fundamenta em anos de pesquisa do IIAP sobre as propriedades nutricionais da castanha-do-pará (Bertholletia excelsa). Durante esse período, os pesquisadores desenvolveram e testaram produtos fermentados em escala laboratorial, que agora serão validados em condições similares às de produção comercial.
Pedro Nascimento Herbay, gerente técnico do projeto, destacou que a iniciativa permitirá não apenas aproveitar um recurso que está sendo desperdiçado, mas também facilitará a absorção de selênio, um micronutriente essencial para a saúde. A castanha-do-pará é uma das principais atividades econômicas em Madre de Dios, envolvendo mais de 1.200 famílias na colheita e comercialização.
O projeto terá um prazo de 27 meses e envolverá a Associação de Colhedores Orgânicos de Castanha da Amazônia Peruana (RONAP), que representa mais de 50 famílias e administra 40.000 hectares de floresta manejada de forma sustentável. Além disso, a Universidade Nacional Amazônica de Madre de Dios e a Universidade Estadual de Campinas, no Brasil, participarão do estudo de viabilidade comercial e análise da absorção de selênio, respectivamente, fortalecendo a bioeconomia circular na região.
Fonte: Portal Amazônia