Imagens de Manaus de 1997 relembram problemas atuais com fumaça no AM
Fotos antigas de Manaus destacam os efeitos da fumaça das queimadas, um problema histórico que se agrava em 2026 com novas queimadas e poluição atmosférica.

Manaus, a capital do Amazonas, enfrenta um cenário preocupante de fumaça proveniente de queimadas, um problema que já é antigo na região, como evidenciam imagens registradas em 1997 pelo fotógrafo Antônio Gaudério. Essas fotografias, publicadas em seu perfil no Instagram, mostram os impactos da poluição atmosférica nas comunidades locais.
Uma das fotos destaca Cristiano, um morador do bairro Cidade de Deus, que utiliza um pano sobre o rosto para se proteger da fumaça que invadiu a cidade durante os efeitos do fenômeno El Niño no ano de 1997. Outra imagem captura uma vista aérea de Piraquequara, onde a fumaça se eleva entre as árvores, evidenciando a gravidade da situação na época.
Além disso, uma terceira fotografia mostra mães levando seus filhos ao Pronto-Socorro da Criança em Manaus para tratamento de inalação, em decorrência da fumaça gerada pelas queimadas. Esses registros históricos voltam a ser relevantes em outubro de 2026, quando o estado do Amazonas enfrenta mais uma temporada alarmante de queimadas e poluição.
De acordo com dados divulgados em 16 de outubro de 2026, o Amazonas registrou 219 focos de calor em apenas 48 horas. Nos primeiros 15 dias do mês, foram contabilizados 1.827 focos de incêndio, um número que supera a média histórica para o mês de outubro, que é de 1.433 focos.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também confirma a gravidade da situação, com 7.815 focos de incêndio registrados no Amazonas entre 1º de janeiro e 12 de outubro deste ano, um aumento de 116% em comparação ao mesmo período de 2025. Em Manaus, a qualidade do ar foi classificada como insalubre, com um índice de 167 na plataforma IQAir, e a fumaça também afeta municípios como Autazes, Itacoatiara e Parintins, ressaltando a necessidade urgente de atenção e ação em relação a essa questão ambiental.
Fonte: D24AM