Incêndio no Cemitério Tarumã levanta críticas sobre abandono em Manaus
Um incêndio registrado no Cemitério Tarumã reacendeu a indignação de familiares de sepultados, evidenciando o descaso com o local.

Manaus viveu um momento de tensão nesta sexta-feira, 7 de outubro, quando um princípio de incêndio foi registrado no Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida, popularmente conhecido como Cemitério Tarumã, localizado no bairro Tarumã, na zona oeste da cidade. O fogo consumiu a vegetação ao redor dos túmulos, provocando a revolta de familiares que têm entes queridos sepultados no local.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o incêndio, levando muitos visitantes do cemitério a alertar outros familiares para que se dirigissem ao local. A situação não apenas gerou preocupação, mas também reacendeu as críticas sobre o estado de abandono em que se encontra o cemitério, reforçando as denúncias de descaso por parte das autoridades locais.
Esse incidente ocorre em um contexto de descumprimento de uma ordem judicial que exigia a regularização do licenciamento ambiental do cemitério. Apesar da decisão da Justiça, a Prefeitura de Manaus não tomou as medidas necessárias dentro do prazo estipulado e acabou recebendo uma multa de R$ 500 mil da Vara Especializada do Meio Ambiente.
Antes da aplicação da multa, a administração municipal havia tentado suspender a decisão judicial. Em junho deste ano, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) solicitou a suspensão da ordem que estabelecia um prazo de 30 dias para a regularização, pedindo uma prorrogação de 180 dias. A Prefeitura alegou que estava em processo de contratação de uma empresa especializada e que a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) não possuía uma equipe própria para realizar os estudos hidrogeológicos necessários.
Entretanto, os argumentos apresentados pela Prefeitura foram rejeitados pela Justiça. No dia 19 de junho, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve a decisão de primeira instância, negando o pedido da Prefeitura. O desembargador Abraham Campos Filho destacou que o município não apresentou fundamentos suficientes para anular a decisão do juiz Moacir Pereira Batista, ressaltando que a ausência de sinais visíveis de contaminação não elimina o risco ambiental existente no local.
Fonte: D24AM